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| Montrésor: um sonho feudal |
Ele está localizado na cidade francesa do mesmo nome no departamento de Indre-et-Loire, na região melhor conhecida como Touraine.
Por volta de 1005, Fulk Nerra, conde de Anjou, deu um esporão que domina o vale do Indre para o capitão Roger le Petit Diable (“pequeno diabo”) ali construir uma poderosa fortaleza.
Montrésor teve um dos primeiros conjuntos construídos inteiramente em pedra, semelhante ao de Loches, e duas muralhas circulares. Delas, só ficou a muralha oeste.
No século XII, quando Montrésor passou para as mãos do rei Henrique II da Inglaterra, foram construídas duas imponentes torres na entrada e uma parte da muralha norte.
Em 1188, o rei Filipe Augusto da França retomou Montrésor do inglês. André de Chauvigny, que voltou da Terceira Cruzada de Ricardo Coração de Leão, se tornou o novo senhor de Montrésor. Posteriormente, durante quase dois séculos, o castelo passou a ser apanágio da família Palluau.
O castelo foi demolido em 1203 e reconstruído em 1393 por Jean IV de Bueil, que fechou as muralhas, erigiu a porta de entrada e os prédios externos ainda existentes.
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| Henrique II da Inglaterra fez duas imponentes torres na entrada |
Em 1493, Imbert de Batarnay comprou Montrésor e construiu uma elegante residência no recinto feudal. Hoje só subsiste a ala principal.
Imbert foi um conselheiro influente de quatro reis da França: Luís XI, Carlos VIII, Luís XI e Francisco I. Ele exerceu longamente essa função, raro nessa época.
Foi hábil e astuto e participou em todas as negociações em seu tempo.
Ele foi particularmente responsável pela combinação do casamento de Ana da Bretanha com o rei que selou a união do Ducado da Bretanha ao reino francês.
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| Montrésor: testemunho de séculos de história |
Imbert também foi encarregado de preparar a guerra com a Itália, além de ser preceptor na educação dos filhos de Luís XII e Francisco I.
Durante os séculos XVII e XVIII nobres famílias ‒ como as de Bourdeilles e Beauvilliers ‒ moraram no castelo.
Porém, a desgraça acabaria se abatendo sobre ele. A Revolução Francesa marcou o início de seu declínio.
Por volta de 1845, o conde Jouffroy de Gonsan demoliu a ala oeste da residência renascentista bem como a capela do castelo.
Passados os ventos de falsa modernidade, em 1849, o conde polonês Xavier Branicki deu nova vida a Montrésor, restaurando-o completamente.O conde decorou o castelo com rico mobiliário. Então, o castelo renascido das cinzas foi cenário de festas suntuosas.
A nobre família Branicki ainda conserva a propriedade da fidalga fortaleza e mansão.
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