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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um mundo irreal ou a fina ponta da realidade?

Peñafiel, Castela
Os castelos aqui reproduzidos, embora muitos sejam ruínas, pela arte fotográfica passam a idéia de que quem entra neles, encontra tudo colocado no lugar adequado, como se os castelões ‒ eles próprios umas figuras de lenda ‒ tivessem saído nesse momento.

É um mundo irreal que a arte da luz faz aparecer como sendo parte do mundo real de hoje.



Uma irrealidade como essas que, entretanto, parece integrar a realidade, e até ser a mais fina ponta da realidade, é algo impossível?

Ou é uma possibilidade que apenas o bornesismo dos homens não consegue enxergar?

Quer dizer, não há um mundo metafísico, fina ponta do mundo físico, que leva a se maravilhar almas dotadas de uma capacidade peculiar?

Porque no fundo de toda alma reta há uma capacidade de se maravilhar e de perceber por onde a realidade quotidiana toca nas realidades superiores, e em última análise, em Deus.

Castelo de La Mota, Castela

Essa capacidade chama-se inocência primeva.

Ela se apalpa quando ela nos fala da existência de realidades metafísicas ‒ como o mundo ideal dos castelos ‒ e produz transportes de admiração e maravilhamento.

Veja vídeo
Castelos e ruínas na Espanha,
pontes para uma super-realidade

Essas sensações não são um capricho nem fantasia de crianças.

Houve por exemplo grandes espíritos ‒ filósofos, literatos, santos ‒ que perceberam essa trans-realidade.

Um outro exemplo: os fotógrafos autores destas fotos souberam percebê-la.

Mas também uma criança pode percebê-la. E até habitualmente a percebem.

Castelo de Loarre
O castelo de Peñafiel (acima) se repete em lances iguais. Cada um desses lances é maciço, forte, grandioso. O fato de se repetir dá a impressão que se repete ao infinito.

Assim ele transmite a impressão que ele se desenvolve maravilhosamente com uma força incontível.

A foto de Loarre explora o fato do castelo estar situado numa semi-luz, e tira o melhor das belezas e dos mistérios da sombra.

O castelo de La Mota é todo ele meio misterioso, com janelas escuras que sugerem salas escuras.



O espírito delicia-se pensando que nele passam-se conciliábulos misteriosos; resolvem-se coisas misteriosas, mas também grandiosas!

Castelo de Peñafiel, Castela.
Poder-se-ia imaginar o imperador Carlos V reunindo seu Conselho de Estado, para saber se incorpora ou não incorpora Portugal e Brasil à Coroa Espanhola!

Ou imaginar se ele fez ou não fez o testamento dividindo o império dele em dois ramos aqui dentro. Ou se resolveu a abdicação dele aqui dentro.

O castelo forma o quadro ideal para grandes decisões, depois das quais, as pessoas vão dormir quando a noite acaba de baixar sobre o castelo, meio pasmas ainda pelo alcance das resoluções tomadas.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 10/03/84. Adaptação sem revisão do autor)

Video: Castelos e ruínas na Espanha
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1 comentários:

  1. As construções dos grandes castelos e catedrais medievais, buscavam glorificar a Deus, homenageá-lo por sua imensa bondade e por ser o nosso bom pai.
    Infelizmene o que vemos hoje nas cidades? Um grande amontoado de concreto se nenhuma razão de existencia, ao contrario dos grandes castelos, nos provocam solidão e medo.
    Meu grande desejo é me sentar em frente a uma janela desses grandes castelos e contemplar no por do sol as maravilhas que Deus é capaz de fazer...

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