terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os jardins feéricos de Villandry ‒ 1


Villandry foi o último castelo construído no Vale do Loire.

Em 1536, Jean le Breton, secretário de Estado do rei Francisco I, o construiu sobre uma antiga torre fortificada do século XII.

Villandry ficou conhecido no século XVI pelos seus jardins.

O Cardeal de Aragão, que o visitou em 1570, escreveu ao Papa “que tinha visto alfaces mais bonitos que em Roma”.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CONCIERGERIE: a cela onde Maria Antonieta aguardou a execução

Conciergerie, guarda revolucionario
Guarda revolucionário do castelo-prisão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Os castelos medievais abrem horizontes de alma. Eles apontam para uma ordem de coisas que vai muito além do que nós vemos na vida diária.

Mas também neles aconteceram tragédias, e até algumas das maiores da História.

Uma delas deu-se na Conciergerie.

A Revolução Francesa transformou o palácio em prisão.

Nela eram jogados os infelizes condenados a morrerem após um odioso juízo “revolucionário”.

A “sala dos gendarmes” virou cela coletiva dos injustiçados, algumas vezes religiosos ou aristocratas, mas muitas e muitas vezes simples populares acusados de amarem a religião e o rei.

Uma das rainhas mais encantadoras da História passou seus últimos dias neste cárcere: Maria Antonieta.

Conciergerie, Maria Antonieta na prisao
Maria Antonieta na sua cela
Ela foi condenada à morte por um tribunal irregular e faccioso, em nome da “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Ela foi levada à Conciergerie até ser conduzida em vil carroça para morrer decapitada.

Ainda existe a porta que atravessou para sair rumo à guilhotina.

Castelo de São Luís, ou Conciergerie, visto desde o rio Sena
Castelo de São Luís, ou Conciergerie, visto desde o rio Sena
Conserva-se hoje o “cachot” (cela) onde ela viveu esse últimos dias. Nele sente-se ainda a dureza implacável dessa condenação à morte.

Jogar aquela rainha que era uma flor de civilização, de graça, de tradição católica, nesse cachot, e depois daí arrastá-la para a morte, patenteou a implacabilidade do ódio igualitário.

No cachot não havia nada que amenizasse aquelas horas últimas daquela infeliz rainha viúva e afastada para sempre dos filhos que tanto amava.

Por exemplo, o governo revolucionário não consentiu pôr na cela um crucifixo, uma imagem sorridente de Nossa Senhora, ou um móvel que permitisse ao corpo exausto ao menos descansar um pouco de suas dores e de suas apreensões.

Maria Antonieta rumo à gulhotina, croquis de David
Maria Antonieta rumo a ser guilhotinada, croquis de David
A janelinha não tinha vidro nem fechamento.

Nos primeiros albores do dia ela acordou. Era um dia feio, com nuvens pesadas.

Ela ouviu ao longe os barulhos de tambor. Eram as seções da guarda republicana que acordava o povo para encher a praça hoje chamada abstrusamente Place de la Concorde, para assistirem a decapitação dela.

Ela percebia o ódio que subia, a ameaça que se aproximava, a tempestade que se formava, os raios que se descarregavam.

Ela deve ter pensado no Céu. Ela pediria perdão para os seus algozes? Certamente.

Ela não pediria também justiça para os que eram tão ferozes com ela, que fariam coisas tão horríveis com o filho dela, e que afinal de contas queriam de todas as maneiras destruir a Civilização Cristã na França?

Eu quero crer que sim.



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor).

Video: Maria Antonieta na prisão antes de ser executada




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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Castelos e catedrais: unidade inefável da Igreja e da Cristandade

Mont Saint-Michel
Abadia fortificada de Saint-Michel
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Deus criou todo o universo e não teve a intenção de fazer algo inútil para a Igreja.

Ele criou todo o universo para servir de pedestal para a Igreja. Ele destinou a sociedade humana para ser uma parede bonita sobre a qual a tocha da Igreja lançasse as suas luzes.

E quando Ele criou a sociedade humana evidentemente Ele não quis que os homens dissessem: “é tão bela que não preciso da Igreja”.

O homem é natural. Além do mais, nele penetra, por um dom de Deus, a graça divina. O homem, então tem sua vida natural e tem algo participado da vida divina.