terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Castelo feudal: residência de um pequeno “rei” local

Les Milandes, França
Les Milandes, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Na Idade Média, o rei era a personificação do Estado, a pessoa mais alta de toda a sociedade feudal.

Mas quando comparamos o rei da França com, por exemplo, o duque da Normandia ou com o duque da Bretanha, vemos nesses duques uma miniatura do rei.

Eles são, em âmbito menor, tudo aquilo que o rei é em âmbito maior.

E se considerarmos um nobre de categoria inferior, ele é uma miniatura do duque da Normandia.

E por esse processo, de miniatura em miniatura, chegamos até o último grau da hierarquia feudal.

No que consiste propriamente este laço feudal?

O rei de França, por exemplo, desmembrava seu reino em feudos, e dava a cada senhor feudal uma parcela do poder real de que ele era detentor.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Castelos medievais: como a ordem temporal pode despertar nas almas o desejo do Céu

Avrilly, França

Na Idade Média, a Igreja Católica realizou este fato incrível: transformou um continente saqueado pelos bárbaros e abandonado pelos romanos decadentes em seminário do Céu.

Além do trabalho fundamental da pregação do Evangelho e da distribuição dos sacramentos, a Igreja teve o talento de inspirar uma civilização que encarnou os valores religiosos na vida quotidiana.

E isto foi feito sabendo interpretar o lado simbólico das realidades mundanas em que se desenvolve a existência corriqueira dos homens.

O lado simbólico é muito mais importante que o lado prático ou o estético.

Por isso ele agrada tanto e exerce um poderoso estímulo convidando as pessoas a se voltarem para as grandes realidades da Fé e do destino último de cada ser humano.


Em primeiro lugar, levando-as a pensarem no Paraíso Celeste que é um lugar material. Nele Deus criou Adão e Eva, e nele o primeiro casal viveu corporeamente antes do pecado original. E nele viverão também os bem-aventurados durante a eternidade, após a ressurreição dos corpos.