terça-feira, 24 de setembro de 2013

ALMOUROL: história épica, mistério e lenda

Almourol: castelo de heroísmos e mistérios
Almourol: castelo de heroísmos e mistérios



O castelo de Almourol, no distrito de Santarém, em Portugal, foi erguido numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no curso médio do rio Tejo, à época da Reconquista.

Moedas romanas do século I a.C. e medalhas do período medieval desenterradas no local falam de sua história.

A partir do século III, o local foi ocupado por Alanos, Visigodos e pelos muçulmanos a partir do século VIII que o nomearam Al-morolan (pedra alta).

À época da Reconquista cristã Almourol foi tomado pela força em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185).

O soberano entregou-o aos cavaleiros da Ordem dos Templários, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa de Coimbra, então capital de Portugal.

Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido as suas atuais feições, características da arquitetura templária.

Planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas, dominadas por uma torre de menagem.

Uma placa epigráfica, colocada sobre o portão principal, dá conta de que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar, edificado por determinação de Gualdim Pais.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Castelos que alimentam a fé e convidam para a vida eterna

Castelo de Montbrun, Limousin, França
Castelo de Montbrun, Limousin, França
As obras da Criação inspiraram em almas como a de São Francisco de Assis os mais sublimes transportes de amor e adoração ao Criador, Deus Nosso Senhor.

As obras geradas pelo espírito católico e suavemente inspiradas pela graça, que o grande poeta italiano Dante Alighieri chamou de “netas de Deus”, pois filhas dos filhos de Deus, também podem suscitar movimentos de enlevo análogos.

Posto que o homem tem corpo e vive numa terra material, em meio a objetos materiais como prédios, pontes ou estradas, ele vive em contato necessário e incessante com eles.

Se esses objetos estivessem impregnados de espírito católico, o homem viveria em contato continuado com obras sacrais que lhe falariam constante e suavemente dos gáudios da bem-aventurança eterna.

É o caso dos castelos iniciados na Era de Luz, a Idade Média, quando o “espírito do Evangelho penetrava todas as instituições” segundo o consagrado ensinamento do pranteado Papa Leão XIII.

Não é verdade que faria bem a um sem-número de pessoas, se ao invés de ter para observar as lambidos e frios prédios modernos de hoje em dia, pudesse admirar construções erigidas com esse espírito?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Palácio dos Doges de Veneza: sublimidade, simplicidade, arte e aristocracia

Palácio dos Doges de Veneza: sede de governo de uma república aristocrática
Palácio dos Doges de Veneza: sede de governo de uma república aristocrática
A renda de pedra do Palácio dos Doges de Veneza é o lado surpreendente do mais sublime caixotão que possa haver.

Porque este é o mais sublime caixotão da História, porque é um caixote, mas que caixote!

Há uma inversão: a parte pesada fica em cima. Mas, para desfazer a parte pesada, há um desenho de pedra que é uma beleza.

As ogivas, no estilo gótico veneziano, foram duas fileiras de uma delicadeza e de uma beleza linda. Mas o “caixotão” não pesa em cima delas.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

HAUT-KŒNIGSBOURG: o “alto-castelo do rei”

Haut-Kœnigsbourg: imponente fortaleza protege vales e estradas
Haut-Kœnigsbourg: imponente fortaleza protege vales e estradas

O castelo de Haut-Kœnigsbourg é uma fortaleza medieval muito ligada à história alemã, mas que hoje faz parte da região francesa da Alsácia.

Seu nome significa “alto-castelo do rei”. O termo “alto” não se refere à elevação em que foi construído, mas à sua elevada categoria.

E, de fato, seu imponente perfil rodeado de bosques domina as planícies e irradia força, ordem e majestade.

No ano 774, Carlos Magno legou o morro de Staufenberg – sobre o qual foi construído Haut-Kœnigsbourg – e as terras vizinhas ao priorado beneditino de Lièpvre, que por sua vez era vassalo da abadia de Saint-Denis, sede dos túmulos da família real francesa na proximidade de Paris.

Após 1079, Frederico II, Duque de Suábia, o Caolho, criou uma linha defensiva composta de muitos castelos, inclusive em terras que não lhe pertenciam.