terça-feira, 23 de junho de 2015

Palácio dos Doges de VENEZA:
maravilha da Civilização Cristã


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Observamos o célebre Palácio dos Doges de Veneza que, pelo fato de estar a dois passos do mar, tem um especial encanto.

A cor do palácio é de difícil definição. A meu ver, ela varia um pouco de acordo com a luz do dia, por vezes parecendo de um róseo muito delicado, mas não homogêneo.

Nas ogivas góticas percebe-se a cor rósea e branca.



De acordo com a lei da gravidade, o mais pesado deve carregar o que é mais leve.

Nesse sentido, seria explicável que tal edifício fosse construído de tal maneira que essa espécie de “caixotão” róseo — é quase um ultraje chamá-lo assim, mas enfim, permitam-me a liberdade de expressão — ornado por ogivas fosse edificado diretamente sobre o solo.

Também que as colunas do andar inferior, juntamente com a colunata que toca o solo, fossem colocadas em cima do “caixotão” róseo que, entretanto, repousa sobre elas.

As ogivas estão dispostas deliciosamente simétricas, pensativas, calmas, tranquilas e nobres, parecendo estar elas mesmas contemplando o mar.

Desta maneira, por um contraste interessante, tem-se a impressão de que, construído como foi, o palácio causaria uma sensação de peso medonho, e que a qualquer momento o “caixotão” iria esmagar a colunata.

Entretanto, está calculada com tanta inteligência a distribuição dos corpos e dos volumes do edifício, que ele não causa essa impressão.

Pelo contrário, a colunata carrega sem esforço o grande “caixote”.

E ele, recusando-se a pousar na terra, é suportado por colunas magníficas, de maneira que por debaixo dele circula o ar.

A arte consiste em apresentar uma primeira série de ogivas muito bonitas; e depois, embaixo, outra linha de arcos.

Assim, o palácio parece estar suspenso no ar.

Chamo a atenção para o que há de bem pensado em cada detalhe da fachada.

Por exemplo, como ela ficaria monótona se, bem no meio, não houvesse uma porta dando acesso ao terraço.

Se figurasse ali mais uma ogiva, o palácio tornar-se-ia insuportável; e aquele terraço tem exatamente o tamanho adequado para a porta.

Eis aí alguns elementos para se analisar e contemplar bem, e de modo um tanto leve, uma das maravilhas do Universo: o Palácio dos Doges de Veneza.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 2-12-1988. Sem revisão do autor).


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Um comentário:

  1. Joana Benedita de Lima Moraes26 de junho de 2015 17:37

    impressionante! Muito lindo mesmo. Todos são lindos
    e suas histórias muito interessantes. Como é bom saber
    um pouca destas histórias. Obrigada!

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