terça-feira, 10 de novembro de 2015

Castel Sforzesco de Milão:
senhorial edifício da nobre família Sforza





Viajando pela Europa, conheci inúmeros castelos.

Um deles, muito belo e senhorial, é o Sforzesco, localizado atualmente dentro da própria cidade de Milão, na Itália.

Não tive tempo de ler nada sobre ele, apenas entrei, admirei e saí. Infelizmente, todos os móveis haviam sido retirados do edifício.

Pertence à nobre família Sforza, que reinou na região da Lombardia. Sforzesco quer dizer propriedade dos Sforza.

É um castelo com grandes torres, edificado com pedras lavradas de modo muito bonito.

As pedras ficam em seus quatros lados, não pontudas propriamente; mas vão se elevando até formar uma crista redonda no centro.

E o tempo tornou a pedra meio dourada.



Pátio interno
Uma visão muito bela do edifício é percebida em seu pátio interior, todo cercado de muralhas.

Dentro dele perdia-se completamente a noção da cidade.

Tinha-se a impressão de estar no campo.

O pátio estava ligeiramente ajardinado, com um agradável négligé poético e encantador, que os italianos sabem pôr nas coisas.

Quando se falava numa extremidade do pátio, ouvia-se o eco na outra.

Tinha-se a impressão de ecos do passado, que ainda repercutiam em nossos dias.

O castelo possuía em alguns lugares pontes levadiças, e em torno dele havia um fosso.

Quando o inimigo se aproximava, levantavam-se as pontes.

Com o tempo, desaparecendo as guerras urbanas, as pontes levadiças ficaram permanentemente abaixadas.

Torre central
As traves e as correntes que suspendiam as pontes foram caindo em desuso e acabaram apodrecendo.

Foi um erro, pois não deveriam ter permitido que isso acontecesse.

Em vista desse desleixo, em alguns lugares via-se um buraco no local que tinha servido para alojar as traves e as correntes.

Turistas passavam olhando através desses espaços vazios sem entender nada.

De repente, um deles viu através de um desses buracos um automóvel velho.

Voltou-se para a esposa e disse: “Olha a marca daquele automóvel ...”

Sintoma frisante de vulgaridade!

Diante de uma coisa maravilhosa como as muralhas daquele castelo, o turista prestou atenção na marca de um carro...

A beleza grandiosa de um edifício multissecular não era captada pelo homo hodiernus, fascinado pela mecânica.



(Autor: Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, palestra em 5/5/1984. Sem revisão do autor.)



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4 comentários:

  1. Raquel Souza Fernandes11 de novembro de 2015 10:41

    Obrigado pelas fotos desde magnífico castelo e concordo que não deveriam deixar nada ser degradado pelo tempo, mas que devem conservá-lo, devido a magnitude de uma obra de arte arquitetônica que nos impressiona e que nos leva ao passado do presente que tornou-se hoje, Sinto-me honrada por contemplá-lo e publicar na minhas páginas.Contribuido.

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  2. Joana Benedita de Lima Moraes12 de novembro de 2015 19:42

    Muito legal!!! Obrigada!

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  3. Meus parabéns pelo blog, tema, fotos e descrição. Ainda bem que em meio a tanta globalinação lixo encontramos surpresas assim! Obrigada por compartilhar seus olhares e impressões salutares. Um ótimo domingo. Zaida.

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