terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A trans-beleza dos castelos espanhóis

Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha
Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha




Os castelos espanhóis não têm o enfeite dos franceses.

A beleza e a transcendência deles baseia-se em outros fatores. Mas, eles têm uma grandeza fenomenal.

Um quadro a óleo dificilmente poderia pegar tão bem a trans-beleza do castelo espanhol quanto certas fotos tal vez trabalhadas pelo autor.

A foto transmite o sabor da realidade.

Se os castelos deste post fossem tirados de óleos poder-se-ia dizer que são fantasia.



O fotógrafo é um artista; e um grande artista! Os castelos, por sua vez são espanholíssimos!

Essas fotos pediram muita paciência para pegar a hora ideal.

Mosteiro de Rodillas, Burgos, Castela, Espanha
Mosteiro de Rodillas, Burgos, Castela, Espanha
Tudo nessas fotos é extraordinário. A quantidade de chão que o fotógrafo coloca entre o começo da foto e o castelo é a proporção ideal para o castelo ficar bem apresentado.

É tudo estudado na perfeição por uma grande alma.

A foto do Mosteiro de Rodillas (ao lado), de Burgos, apresenta um jogo de nuvens que sugere a existência de uma ordem de coisas fantástica.

O melhor das fotos é uma certa teologia da História que é representada por esses castelos e que foi pega de um modo próprio a impressionar profundamente.

As fotos parecem por em contato com um sonho de contos de fadas, que o fotografo gostaria que existisse, mas que materialmente não existe.


Nas fotos manifesta-se antes de tudo de um desejo de alma de que haja coisas assim, e que o universo seja ordenado em função de realidades fabulosas.

Belvís de Monroy, província de Cáceres, Extremadura, Espanha.
Belvís de Monroy, província de Cáceres, Extremadura, Espanha.
Assim por exemplo, a luz do sol num ocaso bem escolhido dá impressão de que a pedra é de um material meio irreal com que os homens não constroem.

O jogo da luz passa a impressão que as salas desses castelos estão todas, à la contos de fadas, cheias de móveis magníficos e quadros esplendidos, de tecidos raros e uma ornamentação linda.

E que lá dentro se passam coisas fabulosas de uma super-história que aí ainda palpita um pouco.


(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 10/03/84. Sem revisão do autor)


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4 comentários:

  1. Agradeço desde já a atenção a beleza das artes neste castelos.
    Atenciosamente

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  2. Joana Benedita de Lima Moraes9 de dezembro de 2015 15:28

    Nossa!!! Belíssimo mesmo. Muito lindo. Obrigada!

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  3. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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  4. Assim por exemplo, a luz do sol num ocaso bem escolhido dá impressão de que a pedra é de um material meio irreal com que os homens não constroem.
    O belo, sempre será o belo ! desde que corações e olhos estejam atentos a ele.
    p.s. um coração orgulhoso reage a criticas, pq será. ? sr. Dufaur.
    em meio a tantos belos castelos deva existir um bem florido.

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