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| Castel Sforzesco, Milão, Itália |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
O medieval encontrava o exemplo perfeito da coragem contemplando Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto das Oliveiras.
Jesus Cristo é o protótipo de heroísmo.
Ele, no Horto das Oliveiras, não teve nenhuma atitude de estourado, pois isto seria incompatível com sua santidade infinita.
Ele mediu toda a tristeza das dores que Ele ia sofrer. Chegou a ter tanto medo dessas dores que suou sangue.
Mas apesar disto, como era dever dEle enfrentar aquelas dores, para cumprir a missão que o Padre Eterno lhe deu, Ele enfrentou tudo, levou a Cruz até o alto do Calvário e aí se deixou crucificar e morreu. Havia um ato deliberado da vontade dentro disso.
O cavaleiro cristão da Idade Média tinha eminentemente esta concepção da coragem. E o castelo era o fundo de quadro onde devia se exercer a coragem.
Ou servir de ponto de partida e referência constante de seus atos de heroísmo inclusive em terras longínquas. Como na Cruzada.
O cavaleiro tinha também no mais alto grau a noção do perigo.
Por isso vemos muito na literatura medieval as manifestações de tristeza do cavaleiro que vai para a guerra e tem que deixar seu castelo.
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| Montreuil-Bellay, França |
E ele sentia tantas saudades de sua própria pátria, que os cavaleiros combinavam com suas famílias – quando as guerras eram longe – combinavam uma determinada hora do dia para rezarem juntos determinadas orações para matarem a saudade.
Vê-se aí a concepção profunda que eles tinham do risco, da dor da separação, da aventura toda que a guerra representava e quanto eles sofriam com isto.
Tanto mais que, se há uma coisa que o cavaleiro medieval não era, era propriamente um peitudo. Quer dizer, a duplicidade daqueles homens que não se comovem com nada, não se importam com nada.
O que é bonito segundo o conceito pagão comum ou cinematográfico, é ser insensível, não se incomodar com nada. Perde pai, mãe, mulher, filho e ele fica no enterro com a cara inteiramente comum, sem emoções. Na Idade Média isto seria considerado estúpido.
Um homem é naturalmente emotivo e é natural que ele dê largas a uma emoção bem calculada.
Por isto, muitas vezes aqueles cavaleiros choravam copiosamente.
Eles que na hora da batalha rachavam um turco meio a meio, ou que eram entravam sozinhos numa cidade até a mesquita muçulmana, para terem o prazer de serem os primeiros a abater o culto de Mafoma. Por quê?
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| Castelo de Mespelbrunn, entre Frankfurt e Wurzburg, Alemanha |
Com aquele equilíbrio ele próprio era como um castelo vivo que avançava.
O cavaleiro medieval era, entretanto, habituado a uma alta ideia do dever.
Por isso ele tinha a noção clara das razões de ordem sobrenatural deduzidas da Fé e da Revelação, que o levavam a correr estes riscos.
E era por causa dessas razões sobrenaturais, que ele de fato se expunha à luta e ao combate.
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra em 1954. Sem revisão do autor)
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Bom dia!!! Que história bonita desse castelo. Obrigada!!!
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