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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os jardins feéricos de Villandry ‒ 1


Villandry foi o último castelo construído no Vale do Loire.

Em 1536, Jean le Breton, secretário de Estado do rei Francisco I, o construiu sobre uma antiga torre fortificada do século XII.

Villandry ficou conhecido no século XVI pelos seus jardins.

O Cardeal de Aragão, que o visitou em 1570, escreveu ao Papa “que tinha visto alfaces mais bonitos que em Roma”.

Em 1754, a propriedade dos sucessores de Le Breton passou para o Marquês de Castellane.

Mas, no século XIX, o jardim foi substituído por outro de tipo inglês, e o castelo abandonado virou uma ruína.

Em 1906, o médico espanhol Joachim Carvallo (1869-1936), adquiriu o castelo e decidiu restaurá-lo.

Carvallo procurou fontes documentais, como o Tratado de Cerceau Androuet sobre os palácios do século XVI com jardins renascentistas.

Ou o “Monasticon Gallicanum”, conjunto de gravuras de abadias beneditinas.

Villandry, o castelo e seus jardins, continuam hoje nas mãos da família Carvallo. Os atuais proprietários são bisnetos do restaurador.

O jardim consta de três terraços principais:

1 ‒ no mais alto está situado o ‘jardim da água’, um grande lago de onde a água cai por gravidade para todo o resto.

2 ‒ o terraço intermediário está dividido em três seções: o ‘jardim do amor’, o ‘jardim das cruzes’ e o ‘jardim da música’.

3 ‒ o inferior tem os jardins mais famosos e o jardim de plantas medicinais e aromáticas.

O ‘jardim da água’ é de inspiração clássica. Ele gira em torno de um grande lago rodeado por prados, plantas verdes e tílias aparadas.

O ‘jardim do amor’ é composto de quatro praças geométricas que representam o amor tenro, o amor apaixonado, o amor infiel e o amor trágico.

Todas as formas são feitas de buxo aparado, além de flores: branco para a inocência e a ternura; vermelho para a traição e o sangue.

continua no próximo post



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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A rainha Maria Antonieta e sua tragédia na CONCIERGERIE

Conciergerie, guarda revolucionario
Guarda revolucionário do castelo-prisão
Os castelos medievais abrem horizontes de alma. Eles apontam para uma ordem de coisas que vai muito além do que nós vemos na vida diária.

Mas também neles aconteceram tragédias, e até algumas das maiores da História.

Uma delas deu-se na Conciergerie.

A Revolução Francesa transformou o palácio em prisão. Nela eram jogados os infelizes condenados a morrerem após um odioso juízo “revolucionário”.

A “sala dos gendarmes” virou cela coletiva dos injustiçados, algumas vezes religiosos ou aristocratas, mas muitas e muitas vezes simples populares acusados de amarem a religião e o rei.

Uma das rainhas mais encantadoras da História passou seus últimos dias neste cárcere: Maria Antonieta.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Castelos e catedrais: unidade inefável da Igreja e da Cristandade

Mont Saint-Michel
Abadia fortificada de Saint-Michel
Deus criou todo o universo e não teve a intenção de fazer algo inútil para a Igreja.

Ele criou todo o universo para servir de pedestal para a Igreja. Ele destinou a sociedade humana para ser uma parede bonita sobre a qual a tocha da Igreja lançasse as suas luzes.

E quando Ele criou a sociedade humana evidentemente Ele não quis que os homens dissessem: “é tão bela que não preciso da Igreja”.

O homem é natural. Além do mais, nele penetra, por um dom de Deus, a graça divina. O homem, então tem sua vida natural e tem algo participado da vida divina.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os castelos e a Luz de Cristo na Cristandade

Chaumont
Castelo de Chaumont, vale do Loire, França
No Sábado Santo havia uma cerimônia muito bonita na madrugada, para festejar a Ressurreição.

Do lado de fora da igreja tirava-se fogo do atrito da pedra e acendia-se o círio pascal.

Porque assim como Nosso Senhor Jesus Cristo deu vida a seu próprio cadáver, assim da fricção de matérias inertes como as pedras nasce uma chama viva para acender o Círio Pascal.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Palácio de Rohan-Soubise em Paris: as torres dos príncipes da Lorena

Hotel de Rohan, torres do palácio dos príncipes de Lorena, Paris, castelos medievais
Os príncipes de Rohan são descendentes dos duques antigos da Bretanha. Os duques da Bretanha eram príncipes que casavam-se com reis, absolutamente de igual a igual.

Os Rohan eram de um ramo dessa categoria. Eles constituíam, com algumas outras famílias da alta nobreza francesa, um verdadeiro escalão intermediário entre a Família Real e o comum dos nobres da Corte.

No palácio deles em Paris ficam duas torres medievais pontudas, que estão em contraste com o estilo clássico.

Essas duas torres constituíam uma reminiscência do antigo palácio dos príncipes de Lorena.

Essa era uma família de príncipes muito séria e direita. Era o ramo francês da família de Lorena.

Tiveram muito poder na França, tinham feudos, tinham dinheiro, tinham alianças políticas muito poderosas, etc. Ali era o palácio deles, que foi derrubado para dar origem ao palácio dos Rohan.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Torre de Belém: interior gótico austero e militar

Nau de pedra do tempo que o brasão português era respeitado
e temido em todos os oceanos
A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da alma portuguesa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém.

Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.

O monumento é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo.

Tais características remetem à arquitetura típica de uma época em que Portugal era uma potência global.

Ela foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal em 7 de julho de 2007.

Originalmente sob a invocação de São Vicente de Zaragoza, padroeiro da cidade de Lisboa, recebeu no século XVI o nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo.

A Torre integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de João II de Portugal (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Torre de Belém: monumento de um guerreiro em prece — sério, forte e impassível


Ela é uma torre?

Sim, mas é quase um palácio em forma de torre cercada de um grande patamar, onde se notam guaritas nos ângulos para os vigias, que disparam armas de fogo contra inimigos que se aproximem.

A idéia de guerra está altamente presente nela.

Essa torre que se ergue assim sozinha no estuário do rio Tejo, tendo sobre si a abóbada celeste e mais nada, dá a impressão de considerar com uma superioridade natural tudo quanto está a seus pés.

Propriamente, ela é um reflexo simbólico da missão de Portugal do tempo em que foi construída.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Natal num castelo da França ‒ O presépio e o salão católicos


« Gloire à Dieu au plus Haut des Cieux, Et paix sur la Terre au hommes de bonne volonté »

[“Glória a Deus nas alturas! E paz na Terra aos homens de boa vontade!”]

Em Belém, nenhum albergue abriu suas portas para a Sagrada Família.

E o Menino Jesus nasceu numa pobre gruta, aquecido pelo calor de um boi e de um asno.

Como reparação, no Natal de cada ano, salões franceses abrem suas portas ao Divino Menino, sua Santa Mãe e o Patriarca São José.

Veja vídeo
CLIQUE PARA VIDEO:
Natal num castelo da França
Em salões nobremente decorados, num ambiente penetrado pelo sorriso e cortesia, etiqueta e elegância, uma sociedade de salão apresenta-se diante de um presépio que não tem nada do salão.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

As muralhas de Ávila: Hieraticidade, firmeza e vigor


As muralhas de Ávila, na Espanha, ostentam uma sinuosidade serpentiforme.

Delas não podemos dizer que apresentam um movimento sutil e com certo charme. As coisas que se esgueiram, normalmente têm charme.

Essas muralhas, entretanto, não manifestam charme, exibem sobretudo solidez.

Hieráticas, firmes, vigorosas como se fossem muralhas e torres no alto de um abismo.

Qual a razão disto? É claro que as numerosas pontas das ameias concorrem para causar essa impressão, bem como as várias torres salientes e firmes existentes na muralha.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O castelo de Chambord: harmonia misteriosa de força e delicadeza


Que maravilhoso conglomerado de torres! Quanta força! Quanta solidez!

Mas, ao mesmo tempo, o seu conjunto produz uma sensação de harmonia e delicadeza.

Há uma nobreza nesses tetos azulados que descem tão harmonicamente até a parte de cantaria de pedra, assim como algo de vigoroso nessas rochas agarradas ao chão, que parecem dizer: "Quem quiser me derrubar, se espatifa; quem quiser arrancar-me do solo tem que tirar o mundo dos seus próprios gonzos, porque eu sou uma torre do Castelo de Chambord e ninguém me tira daqui".

Que harmonia misteriosa nessa conexão entre a força e a delicadeza; entre o planejado do castelo e o espontâneo aparente da disposição das torres!

Como é belo ver qualidades antitéticas juntas.

Por que oferecem beleza especial as qualidades harmônicas opostas quando juntas?

Porque um dos princípios da beleza é o da unidade na variedade, que é a melhor imagem de Deus na criação natural e exprime uma das formas de perfeição que Deus pôs no Universo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A abadia fortaleza do Monte Saint-Michel reluz ao perfazer 1300 anos

Em 1º de maio, o santuário, abadia e fortaleza do Monte Saint-Michel comemora seus 1.300 anos.

Foi fundado no remoto ano de 708 sobre o monte Tombe, na Normandia, França.

Os festejos incluem mostras, concertos e colóquios.

A restauração dos prédios da mítica ilha-abadia e a recuperação do seu caráter insular exibirão grandes progressos para este aniversário.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A certeza na missão da nobreza e a supervivência dos castelos

Wissekerke, Belgica
Um outro fator de decadência dos castelos foi a perda de convicções na família nobre com respeito a sua missão histórica, ligada visceralmente à religião católica, a monarquia e a oposição aos fatores de desagregação moral e igualitários do mundo moderno.

Escreveu o já citado d’Ormesson:

A segurança que me envolvia inteiramente estava longe de ser a segurança social, resultante de um acordo entre homens. Eu estava literalmente entre as mãos de Deus.

Ele não estava morto e velava sobre mim e portanto nada podia acontecer-me, a não ser peripécias sem sérias conseqüências. Poderia morrer, naturalmente. E então?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Origem e morte do castelo depende da moral e da religião da família nobre

Montreuil-Bellay
O castelo está intrinsecamente ligado a uma família. A família é a alma do castelo.

Tudo nele, grande o pequeno, carrancudo ou charmoso, é a manifestação do espírito de uma linhagem.

Como tantos deles ficaram abandonados e até viraram ruínas?

Quanto mais se procura, encontra-se quase infalívelmente o mesmo fato:a família que o criou e/ou habitou, previamente decaiu. As causas alegadas da decadência podem ser diversas: guerras, desastres naturais...

Porém, sempre se encontra uma grande e decisiva causa: a crise moral e religiosa da família nobre que foi a alma do castelo.

O acadêmico Jean d'Ormesson, de nobre origem, escreveu sobre a escalada dos prazeres, a infidelidade conjugal e a morte da vida em muitos castelos:

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vaux-le-Vicomte e sua inesquecível festa

Vaux-le-Vicomte


Nicolas Fouquet (Paris, 27 de janeiro de 1615 Pignerol, 03 de abril de 1683) foi visconde de Melun, Visconde de Vaux, marquês de Belle-Île, e todo-poderoso Superintendente de Finanças do rei Luis XIV.

Também foi protetor e padroeiro dos escritores e artistas.

Em 1653, ordenou a construção de um magnífico castelo em Vaux-le-Vicomte.

Reconstituição histórica para Natal, 2010
A propriedade inicial, em verdade, fora adquirida antes de sua nomeação como superintendente, e constava apenas de um velho palácio rodeado por terras não cultivadas.


Em 17 de agosto de 1661 o visconde ofereceu ao Rei Luís XIV uma festa suntuosa, com jatos de água, fogos de artifício, um banquete para 1.000 comensais.

Na ocasião foi interpretada a peça Fâcheux de Molière, composta especialmente para o evento.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Conversas à luz de vela no castelo de Saint-Fargeau

Ao cair da tarde, ao final do século XIX, os empregados em libré percorriam os quartos, os vestíbulos, a sala de bilhares, as salas de jantar, salões e boudoirs acendendo, aos poucos, como numa cena de contos de fadas, as lamparinas do tempo de meu pai.

Um teatro de sombras, que não conheci, animava-se na noite. Lá estava um ancião, mas não era meu avô, era o pai de meu avô.

Juntos ao bispo, o vigário, um general previamente tirado de Prévert, dois coronéis, visitantes hospedados desde cinco ou seis meses, nossos primos da Bretanha ou da Provence.

Não compareciam nem préfets de police, nem banqueiros.

E, cercados de lacaios em uniforme azul à la française conduzindo candelabros, todo esse bonito mundo esvaecido passava, em cortejo, à sala de refeições.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aspectos das famílias que deram vida aos castelos

Azay-le-Rideau refletido na água

“Meu avô era um velho distinto, vivendo de suas recordações. Ele permanecia apaixonadamente ligado à monarquia legítima.

“Flutuava entre nós, certamente um pouco acima de nós, um personagem silencioso e ausente : era o rei.

Nós não dávamos importância aos homens de teorias. Gostávamos dos pintores, dos arquitetos, dos homens de guerra e de Deus.

O castelo da família representava nossa própria mitologia. O castelo tinha um papel imenso em nossa vida de todos os dias.

“Talvez se pudesse dizer que ele era a encarnação do nome : ambos eram envolvidos na mesma atmosfera do sagrado. (...)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Malbork (Marienburg), capital de um Estado cruzado e religioso: o da Ordem Teutônica

Em 1280, os cruzados vitoriosos da Ordem Teutônica começaram a construir o maior castelo do mundo numa colina sobre o rio Nogat, numa região que fica no norte da Polônia atual.

Trata-se do castelo de Malbork. Seu nome original em alemão é muito bonito: Marienburg, quer dizer a Cidade de Nossa Senhora. Ele se tornou o centro de um Estado poderoso bastante singular.

Porque era um Estado monástico-cruzado que expandiu o Evangelho naquelas terras vencendo a agressividade bélica dos pagãos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Otto de Habsburg: Requiem para quem o povo sonhou imperador


A Áustria deu o último adeus a um imperador que a nação sonhou, na imponente catedral de São Estevão, em Viena.

Otto von Habsburg renunciou aos direitos à Coroa imperial, mas o povo quis seguir vendo nele a figura que encarnava o glorioso passado do Sacro Império Romano Alemão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Áustria e o sonho de um imperador que não foi

O principezinho Otto no coroação dos pais
Carlos e Zita, como reis da Hungria

A Áustria profunda sonha com seus imperadores.

Como imperadores do Sacro Império Romano Alemão e, depois, do Império Austro-Húngaro, tinham a liderança moral das nações cristãs, aliás muito odiada pelo laicismo e o igualitarismo anti-católico.

O recente enterro do chefe da Casa da Áustria, Otto von Habsburg, foi mais uma manifestação de essa profunda aspiração do povo austríaco e, por acrêscimo, da vasta gama de povos que a Casa de Áustria governou com um tato inigualado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alcácer de Segovia: castelo do heroísmo altaneiro


O Alcácer de Segovia poderia chamar-se heroísmo altaneiro! Porque suas torres desafiam o adversário de sobejo, de peito aberto!

Ele avança em direção ao abismo como quem desafia e já pisa o adversário para todo sempre.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Castel Sforzesco de Milão: Senhorial edifício da nobre família Sforza

Viajando pela Europa, conheci inúmeros castelos. Um deles, muito belo e senhorial, é o Sforzesco, localizado atualmente dentro da própria cidade de Milão, na Itália.

Não tive tempo de ler nada sobre ele, apenas entrei, admirei e saí. Infelizmente, todos os móveis haviam sido retirados do edifício.

Pertence à nobre família Sforza, que reinou na região da Lombardia. Sforzesco quer dizer propriedade dos Sforza.

terça-feira, 21 de junho de 2011

As famílias dos castelos e o tufão destruidor

No castelo de Maintenon

Meu avô tinha seus padrões, suas fidelidades, seus rancores, suas convicções. Ele tinha o senso da honra junto ao culto do passado.

Ele era a intolerância feita homem. Inflexível, sem nuances, vivia num sistema no qual não faltava nenhuma parte.

Mas pura e simplesmente seu sistema não mordia mais o mundo. Mas ele pouco se importava.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Imponderáveis da “vida de castelo”

Relógio em Vaux-le-Vicomte
Continuação do post anterior

Prosseguimos com a narração de Jean d'Ormesson, filho do marquês, então criança, no castelo de Saint-Fargeau, Borgonha:

A vinda de M. Machavoine [o relojoeiro da cidadinha vizinha] me lançava em delícias inefáveis. Ele falava pouco. Pequeno, curvado, fazia pouco barulho, executando sua função com gestos precisos e seguros, próprios a antiquários ou cirurgiões.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A “vida de castelo” no dia-a-dia

Cheverny

A finalidade dos castelos mudou com o tempo.

O objetivo primeiro foi essencialmente militar: defender a população local da invasão de povos estrangeiros, bárbaros ou muçulmanos.

O triunfo do cristianismo trouxe a paz para a Europa, perturbada é verdade pela ofensiva protestante e, mais tarde, pelo ódio anti-aristocrático da Revolução Francesa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Castelo da Garça Branca: delicado, nobre, uma obra de sonhos


A Idade Média foi uma era histórica bem definida no tempo e no espaço.

Começou com a queda do Império Romano em 476 d.C. e concluiu com a queda de Constantinopla nas mãos dos turcos em 1453, segundo alguns historiadores.

Para outros o fim coincide com a descoberta de América.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Os castelos cristãos moderaram as guerras

A cavalaria foi o grande entusiasmo da Idade Média.

O sentido da palavra cavalheiresco, que ela nos legou, traduz muito fielmente o conjunto de qualidades que suscitavam a sua admiração.

Basta percorrer a sua literatura, contemplar as obras de arte que dela nos restam, para ver por todo lado — nos romances, nos poemas, nos quadros, nas esculturas, nos manuscritos com iluminuras — surgir esse cavaleiro do qual a bela estátua da catedral de Bamberg representa um perfeito espécime.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Preparativos em palácio para o casamento do príncipe William

O alfaiate da Guarda Real confere que tudo esteja perfeito

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terça-feira, 19 de abril de 2011

O castelo de Saumur: fortíssimo e delicado, tendendo para o Céu

Este é o famoso castelo de Saumur.

Há no castelo duas partes diferentes: uma parte vai do chão até as primeiras janelas.

São torres fortes que agarram como garras. Essas torres suportam com decisão e para todo o sempre, uma massa enorme.

À medida que as torres vão subindo, vão se tornando mais leves. E no alto elas como que se dividem num mundo de agulhas, de flechas, que todas elas tendem para o Céu.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A elevação da vida quotidiana promovida pelo castelo

Quarto da rainha Luisa de Lorena
É próprio de a nobreza cultivar um estilo de vida que procura a distinção, o bom gosto e a sublimidade.

Este estilo é comunicado como que por osmose às populações que vivem em volta do nobre.

Nada a ver com a proliferação de peças artísticas num morto museu hodierno.

Lá vivia-se e, em alguns casos, vive-se numa ante-sala do Céu convidando a todos a aspirar às grandezas de nossa última e definitiva moradia.

O castelo de Chenonceaux é um exemplo destacado desta missão da nobreza e de seu estilo de vida.

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