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quarta-feira, 20 de março de 2024

BRISSAC: faustoso marco de fatos heroicos

Brissac faustoso marco de fatos heroicos
Brissac faustoso marco de fatos heroicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Na região de Anjou, em pleno Vale do Loire, surge um castelo que pertence à mesma família desde 26 de maio de 1502.

Naquela data o gentil-homem René de Cossé ganhou a senhoria de Brissac pelo favor do rei Francisco I (1515 – 1547), comprou o castelo e acrescentou Brissac a seu nome.

O atual marquês e a marquesa de Brissac moram nele hoje com seus quatro filhos. Mas não é o único castelo familiar da região delimitada pelas vizinhas regiões de Bretanha e Touraine.

No Anjou, além de igrejas, capelas, priorados, abadia, commanderies, uma catedral e um bispado se contam por volta de cinquenta grandes mansões e, sobretudo, um número incontável de castelos familiares de todos os tamanhos e importância.

Brissac é um dos mais brilhantes dessa constelação.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Os castelos moderaram as guerras

Chaumont-sur-Loire, França
Chaumont-sur-Loire, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A cavalaria foi o grande entusiasmo da Idade Média.

O sentido da palavra cavalheiresco, que ela nos legou, traduz muito fielmente o conjunto de qualidades que suscitavam a sua admiração.

Basta percorrer a sua literatura, contemplar as obras de arte que dela nos restam, para ver por todo lado — nos romances, nos poemas, nos quadros, nas esculturas, nos manuscritos com iluminuras — surgir esse cavaleiro do qual a bela estátua da catedral de Bamberg representa um perfeito espécime.

Por outro lado, é suficiente ler os nossos cronistas para constatar que esse tipo de homem não existiu apenas nos romances, e que a encarnação do perfeito cavaleiro, realizada no trono de França na pessoa de um São Luís, teve nessa época uma multidão de êmulos.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O castelo na guerra medieval

Castelo de Foix, nos Pirineus franceses.
Castelo de Foix, nos Pirineus franceses.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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A medida que os costumes se suavizavam por obra da Igreja, a guerra medieval acabou ficando estritamente localizada.

Reduzia-se frequentemente a um simples passeio militar, à tomada de uma cidade ou de um castelo.

Os meios de defesa são então muito superiores aos de ataque.

As muralhas, os fossos de uma fortaleza garantem a segurança dos sitiados.

Uma corrente estendida ao longo da entrada de um porto constitui uma salvaguarda, pelo menos provisória.

La Couvertoirade, antiga sede dos templários no centro da França.
La Couvertoirade é uma antiga sede dos templários
no centro da França.
Para o ataque, a quase nada se recorre, apenas às armas de mão: espada e lança.

Se um belo corpo-a-corpo arranca dos cronistas gritos de admiração, eles só têm desdém pelas armas de covardes — o arco ou a besta — que diminuem os riscos, mas também as grandes façanhas.

Para cercar uma praça, utilizam-se máquinas: catapultas, manganelas, como a sapa e a mina.

Mas confia-se sobretudo na fome e na duração das operações para submeter os sitiados.

Também as torres de menagem estão providas adequadamente.

Enormes provisões de cereais amontoam-se em vastas caves, que a lenda romântica transformou em “masmorras”.

Arranjam-se de modo a ter sempre um poço ou uma cisterna no interior da praça-forte.

As masmorras eram vastas caves que serviam de reserva. Continham apenas um orifício circular no meio da abóbada, pelo qual se faziam passar os cestos para tirar o grão.

Elas existem ainda em certos países, como por exemplo, a Argélia.

Quando uma máquina de guerra é demasiado mortífera, o papado proíbe o seu uso.

Stirling foi disputado durante séculos entre a Escócia e a Inglaterra.
Stirling foi disputado durante séculos entre a Escócia e a Inglaterra.
A pólvora de canhão, cujos efeitos e composição se conhecem desde o século XIII, só começa a propagar-se no dia em que a autoridade dos Papas já não é suficientemente respeitada, e em que já se começam a esboroar os princípios da Cristandade.


(Autor: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)



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