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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
continuação do post anterior: Castelo de Valençay: senhorio, poder, grandeza e esplendor (1)
O jardim do castelo de Valençay é especialmente belo.
Ele é constituído por grandes canteiros com grama e arbustos, estabelecendo uma certa distinção reverencial entre quem está olhando para o castelo e o próprio castelo.
O parque mantém a distância.
Tudo quanto é respeitável, ao mesmo tempo atrai, mantém a distância.
É o próprio da respeitabilidade.
O modelo infinito e perfeito disso é Nosso Senhor Jesus Cristo.
Olhando as verdadeiras imagens do Divino Redentor, nossa alma sente uma tendência para voar até o coração dEle e... ajoelhar-se.
Porque tudo quanto é respeitável e elevado, atrai, mas mantém a hierarquia.
O castelo de Valençay atrai. Mas, é ou não é verdade que ele incute respeito?
* * *

Outra pergunta ousada.
Quem é mais culto?
Um camponês analfabeto, mas visita com freqüência o referido castelo e aprende a admirar, a amar, e a respeitar?
Ou um outro, que vive nas condições em que alguns vivem hoje no interior: aprende a ler, a escrever, aprende as quatro operações aritméticas e alguma coisinha de geografia, mas que só tem um contato com a prefeitura municipal, a delegacia de polícia, a recebedoria de rendas?
Não é verdade que uma pessoa que sabe apreciar esse edifício e é analfabeto, entende melhor as coisas do que um alfabetizado que não sabe prezar isso?
Então, é preciso reconhecer que há uma outra forma de analfabetismo.
Não é aquela por onde não se sabe ler e escrever, mas um gênero de analfabetismo do espírito, mediante o qual não se consegue sentir as belezas e as maravilhas da arte, da cultura e da civilização...
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