terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Castelo de Valençay: senhorio, poder, grandeza e esplendor (1)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A primeira impressão, ao se observar esse castelo, situado no vale do Loire, na França, é de deslumbramento.

Uma coisa maravilhosa!

Um conjunto de torres que se elevam garbosas para o ar, indicando senhorio, poder, grandeza e esplendor.

São torres de um castelo-fortaleza.

O intuito da fortificação está muito expresso na carência de janelas nas torres.

Percebe-se que de um lado foram abertas janelas, mas não existem janelas por toda parte. Deve haver falta de ar e de luz em algumas partes desse edifício.

Mas isto era necessário para a construção não poder ser arrombada, violada por pessoas que quisessem penetrar nela. São torres de fortaleza.

Percebe-se que, por baixo do teto arredondado, em forma de chapéu, e das chaminés no outro bloco do edifício, existem ainda as ameias de uma torre medieval.

Tudo quanto é em ângulo só pode mais facilmente evocar uma idéia militar, de combate, do que formas arredondadas.

Esse como que chapéu colocado no alto da torre confere um ar civilista ao castelo...

Além do deslumbramento qual a primeira impressão que ocorre ao espírito, quando se examina o castelo?

Nossos subconscientes estão impregnados com os horrores e as caretas da arquitetura moderna.

Surgida de repente uma obra arquitetônica como esta, é principalmente a idéia do contraste que vem a nosso espírito.

De um lado, a plebeidade, o aspecto proletário enfeitado de tantos prédios que existem nas cidades contemporâneas; e de outro lado, tal edifício que fala de ornato, que ostenta beleza e nobreza.

Esse complexo arquitetônico forma um todo em oposição a um conjunto moderno.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 2 de agosto de 1989. Sem revisão do autor.)


Continua no próximo post: Castelo de Valençay: senhorio, poder, grandeza e esplendor (2)


GLÓRIA CRUZADAS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







GLÓRIA CRUZADAS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Castelo de Suscinio: afirmatividade, personalidade e combatividade

Castelo de Suscinio: fortaleza "de verão"
Castelo de Suscinio: fortaleza "de verão"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Próximo de uma praia na localidade de Sarzeau (Morbihan, França), o castelo de Suscinio projeta sua imponente figura.

Ele foi construído na segunda metade do século XIV para servir de residência de verão aos Duques da Bretanha.

Seu nome deriva da palavra bretã Ziskennoù, que significa “local de repouso para os viajantes”, ou “local onde se desce”.

A Bretanha está rodeada de mares, recifes e falésias perigosíssimas.

O perpetuo rumor do mar é sua música de fundo. Os seus múltiplos portos são um refúgio necessário.

Iniciado pelo duque de Bretanha, Pierre de Dreux, em 1218, Suscinio serviu de início como residência para os períodos de caça.

Seus descendentes, João I o Vermelho, João IV e João V aumentaram muito o castelo, construindo no século XV até casamatas para peças de artilharia.

A Bretanha era um ducado virtualmente independente ligado ao Reino da França por laços bastante genéricos.

Castelo de Suscinio: símbolo da alteridade bretã
Castelo de Suscinio: símbolo da alteridade bretã
Até que a última herdeira dos Duques, Ana de Bretanha (1477–1514), casou com o Rei da França Luis XII no castelo de Langeais, após inúmeras peripécias políticas, guerras, tentativas de casamento fracassadas, viuvezes e intrigas.

Ana tornou-se rainha da França e a Bretanha passou a ser feudo da casa real francesa.

A rainha Ana, entretanto, passou para a posteridade a imagem de uma princesa bretã muito ciumenta dos direitos de sua terra natal.

E os bretões de fato foram sempre muito feros em defender sua história, direitos e cultura própria.

Suscinio é um exemplo patente disso.

Quem, vendo suas imponentes torres e sólidas casamatas, teria dito que se trata de um “castelo para se passar as férias de verão”?

A preocupação militar é patente. Uma preocupação mais do que tudo defensiva de seus vizinhos: a França e, do outro lado da Mancha, a Inglaterra.

Castelo de Suscinio: força, lógica, coerência, beleza austera e sublime
Suscinio: força, lógica, coerência, beleza austera e sublime
Precisou chegar a barbárie igualitária da Revolução Francesa para que em 1798 o castelo fosse vendido por preço vil a um mercador que o explorou como canteiro de pedras para construção. Isto é, fez-se tudo para fazê-lo desaparecer.

Por isso é que partes importantes dele não existem mais.

Mas, do que sobrou: que força, que lógica, que coerência, que beleza austera e sublime!

As partes preservadas mostram quase intactas suas características de fortaleza medieval. E constituem um símbolo da alteridade bretã.

A Revolução Francesa empenhou-se em derrubar todos os direitos adquiridos historicamente pelos antigos feudos e regiões.

E desconheceu o contrato passado entre Ana de Bretanha e Luís XII, pelo qual o ducado enfeudado à coroa francesa conservaria seus privilégios, usos e costumes.

O que faz a nobreza da Bretanha?

Reuniu-se e mandou dizer aos revolucionários: “Se vocês continuarem nesse caminho, nós proclamamos a independência da Bretanha. Porque nós tínhamos um contrato e vocês violaram esse contrato. Acabou-se”.

Castelo de Suscinio: símbolo de uma região ufana de sua originalidade
Suscinio: símbolo de uma região ufana de sua originalidade
E eclodiu uma guerra civil.

Do ponto de vista político e jurídico, a França antiga era uma soma de contratos amadurecidos e provados historicamente.

Quando a Revolução Francesa decapitou o Rei Luís XVI, três quartos dos departamentos franceses pegaram em armas, porque os contratos haviam sido violados e a França se sentia desfeita.

Os castelos eram como que os monumentos asseguradores da alteridade local e da noção contratual autêntica.

Por mais essa razão, a Revolução Francesa, consumida pelo fanatismo igualitário, quis apagá-los da superfície do país.

Esses contratos nasceram do fundo da realidade e não tinham nada a ver com o cerebrino “Contrato Social” de Rousseau que, comparado com os autênticos contratos, se assemelha a uma bobagem de salão.

Suscinio está ali lembrando essas verdades.





GLÓRIA CRUZADAS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Vaux-le-Vicomte e sua inesquecível festa

Vaux-le-Vicomte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Nicolas Fouquet (Paris, 27 de janeiro de 1615 Pignerol, 03 de abril de 1683) foi visconde de Melun, Visconde de Vaux, marquês de Belle-Île, e todo-poderoso Superintendente de Finanças do rei Luis XIV.

Também foi protetor e padroeiro dos escritores e artistas.

Em 1653, ordenou a construção de um magnífico castelo em Vaux-le-Vicomte.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um castelo medieval na Califórnia, no século XXI?


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Século XXI: um vinicultor apaixonado pela Idade Média construiu um castelo seguindo estritamente modelos históricos da Itália e Áustria.

O Castello di Amorosa fica em Napa Valley, Califórnia, é não é uma mera fantasia. Ele é bem funcional.

Nele, Dario Sattui, o proprietário, produz vinhos, algo muito frequente nos castelos na Idade Média.

Aliás, parece estar atraindo muitos admiradores dos tempos medievais, e ele não esconde ser por isso mesmo um bom negócio.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Chenonceaux: esplendor régio e conforto popular

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Realidade ou conto de fadas?

Ter-se-ia o direito de hesitar, considerando a harmonia, a leveza, a suprema distinção deste castelo, construído sobre águas de uma serenidade e de uma profundidade dignas de lhe servirem de espelho.

Dir-se-ia até que esta inimaginável fachada foi feita para ser vista principalmente em seu reflexo nas águas límpidas sobre que paira.

Trata-se de uma realidade, sim, mas de uma realidade feérica, nascida do gênio francês.

É o castelo de Chenonceaux, construído no século XVI.

Distingue-o uma harmoniosa interpenetração de força e de graça, de simetria e fantasia, bem típica da alma francesa.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Castelo: residência por excelência do nobre,
símbolo e orgulho da comunidade feudal

Hoje se tenta reviver a vida do castelo em eventos medievalizantes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O castelo é a residência por excelência do nobre.

A classe nobre bem entendida tem algo de intermediário.

Por um lado, ela participa da glória e do poder real, se bem que em proporções muito diversas, inferiores e subordinadas ao poder régio.

Por outro lado, ela participa e, a bem dizer, está imersa na vida do povo.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Castelos ante-salas da vida eterna

Vaux-le-Vicomte, mesa dos nobres
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A influência apaziguadora da Igreja foi moderando os primitivos impulsos bélicos dos povos bárbaros batizados.

O Direito Romano cristianizado e posteriormente desenvolvido na Idade Média foi instalando o império da Lei pela Europa medieval.

Uma das conseqüências desse progresso foi a diminuição das guerras tribais primeiro, feudais depois.

Nas fronteiras os inimigos tinham sido cristianizados: os Normandos no Norte, os Saxões e outras tribos germânicas e eslavas no Leste, os muçulmanos estavam sendo postos laboriosamente fora da península ibérica.

A finalidade dos castelos foi então se modificando. Sua razão de ser principal ‒ a puramente militar ‒ foi sendo substituída por outra que, de início não era tão evidente.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Pierrefonds: o triunfo do verdadeiro progresso sobre a esclerose arqueológica

Pierrefonds uma restauração que foi um progresso na linha medieval
Uma restauração que foi um progresso na linha medieval
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O Castelo de Pierrefonds é um imponente palácio fortificado, situado no bordo sudeste da Floresta de Compiègne, a norte de Paris, no departamento de Oise.

Ele apresenta a maior parte das características defensivas da Idade Média.

No século XII, já se elevava um castelo no lugar dito de "le Rocher" de Pierrefonds (O Rochedo de Pierrefonds).

Em 1392, o Rei Carlos VI dá-lo a seu irmão Luís de Valois, Duque de Orléans.

Este último oferece o castelo original às Irmãs do Santo Suplício e, de 1393 à sua morte em 1407, faz construir um novo edifício pelo arquiteto da Corte, Jean le Noir, na localização atual.

No reinado de Luis XIII, o castelo ficou na propriedade de François-Annibal d'Estrées que se engajou numa rebelião do "Partido dos Descontentes".

O palácio acabou sendo invadido pelas tropas do Cardeal Richelieu, Secretário de Estado da Guerra.