terça-feira, 24 de maio de 2016

Fontainebleau: castelo real com diversos estilos que falam de sua história

Fontainebleau  dormitório em que podem se apreciar ainda elementos do estilo Renascença
Fontainebleau  dormitório em que podem se apreciar elementos do estilo Renascença

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs





O gênero de beleza evoluiu no tempos em que Fontainebleau acolheu gerações de reis legítimos, e até um imperador oco, envolvendo a todos numa feeria de beleza única.

Fontainebleau, a poucos quilômetros de Paris foi uma das residências favoritas dos reis medievais Filipe II e de São Luis IX.

Porém, o criador do castelo atual foi Francisco I, que varreu o prédio medieval e quis um outro inteiramente novo segundo as estilos da Renascença. Confira nossos posts sobre o castelo.

A nota de raffiné introduzida nos estilos de vida por Luís XIV girava em volta da imponência que atingiu seu ápice no castelo real de Versailles.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Castelo de Amboise:
fruto da Cristandade que espelha a Luz de Cristo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Luz de Cristo só brilha na sua autenticidade e plenitude na Igreja Católica.

E a Igreja comunica essa luz às obras de seus filhos.

Isto é especialmente verdadeiro para a Cristandade.

Este reflexo divino, enquanto se fazendo brilhar na ordem temporal a Igreja e o espírito religioso e ortodoxo dos católicos que constituem a Cristandade, pode ser chamado, com a devida analogia, também de Lumen Christi - Luz de Cristo.

O castelo de Amboise é um dos inúmeros exemplos concretos de essa irradiação da Luz do Redentor no campo temporal.

Ele foi construído num promontório com vista para o Loire. Na Idade Média foi substituído por uma ponte.

Ainda em tempos medievais, no século XI, Fulques III o Negro, Conde de Anjou, reconstruiu a fortaleza.

Em 1434, o edifício foi adicionado por Carlos VII aos bens da Coroa, depois do seu proprietário, Louis d'Amboise, ter sido acusado de conspiração e executado em 1431.

O castelo foi um dos favoritos dos reis franceses.

Carlos VIII, que nele nasceu e faleceu, fez extensas reconstruções no estilo do gótico flamboyant francês tardio.

Depois de 1495 empregou mestres pedreiros italianos, Domenico da Cortona e Fra Giocondo, que aplicaram alguns dos primeiros motivos decorativos renascentistas.





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terça-feira, 26 de abril de 2016

Castelos interpretam anseios profundos dos alemães

Burg Zwingenberg, no estado de Baden-Württemberg.
A primeira menção histórica é de 1326. Hoje pertence ao príncipe Ludwig von Baden.
Luis Dufaur
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A Alemanha há 90 anos não é monarquia, porém os antigos castelos da nobreza suscitam um sagrado maravilhamento, escreveu o diário “Die Welt”.

Eles são os mais visitados monumentos históricos.

Onde o Estado não restaura, iniciativas populares fomentam a reconstrução, inclusive na ex-Alemanha Oriental.

O que esta por trás dessa “mania” popular pelos castelos que não tem mais utilidade? indaga o jornal.

O desejo de ver coisas belas e nobres, a curiosidade pela riqueza e esplendor, a admiração por obras de arte perfeitas não explicam a obsessão.

O castelo pertence à época feudal, à sociedade de classes, à forma monárquica de Estado. Mas “Die Welt” se espanta pelo fato de lojas e shopings-centers milionários escolherem castelos como símbolo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Langeais: perguntas que nos faz um castelo de conto de fadas

Luis Dufaur
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O castelo de Langeais foi reconstruído a partir de 1886 por um magnata francês de nome Jacques Sigfried, estudioso dos costumes da época medieval. O prédio estava todo escangalhado.

A seu lado existem as ruínas da mais antiga torre feudal da França, do século X.

Sigfried determinou no seu testamento que ele e sua mulher fossem enterrados lá.

É uma bonita ideia.

A não ser enterrado numa igreja, aos pés de um altar, a coisa mais bonita é ser enterrado aos pés de um edifício histórico desse alcance.

O castelo é puro conto de fadas. Ele foi completamente remobiliado e redecorado com grande rigor histórico.

Possui peças muito bonitas. O interior de Langeais alarga o espírito ver.

terça-feira, 29 de março de 2016

Fontainebleau: galeria de mundo de fadas, de sublimidade real e esplendor da aristocracia

Luis Dufaur
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A foto é de uma galeria do castelo francês de Fontainebleau (séc. XVI).

Uma galeria com perspectivas colossais, nobres e imponentes. De dimensões tão amplas, que nela realizavam-se festas e bailes.

Chamo a atenção para o teto. Os caixilhos formam desenhos lindíssimos.

Os lustres, altos e elegantes, causam a sensação de que estão flutuando.

A preocupação ornamental é toda estabelecida por um jogo de luz refletido no assoalho.

As janelas, muito altas, com um tipo de cristal vagamente leitoso, de maneira que a luz entra meio tamisada, tocando o assoalho esplendidamente encerado.

Uma luz nobre, que revela a categoria de espírito, numa espécie de mundo irreal, superior, diáfano.

terça-feira, 1 de março de 2016

Castelos e famílias construtoras:
o mistério da beleza dos nomes




continuação do post anterior: O castelo de uma família com nome de conto de fadas: Sforza





O Castelo Sforzesco é impressionante até de tão bonito.

Uma senhora bem culta, aparentada comigo e casada com um criador de gado que era bem inculto, me contou o seguinte:

Estavam andando naquele pátio interno do castelo de Milão e por coincidência eles passaram em frente a uma dessas seteiras largas que havia em certos castelos antigos.

Nesse momento viram passar uma carroça puxada por um animal de tração. O marido dela em vez de olhar para o castelo, puxou para ela e disse: “Olhe aqui, olhe aqui um boi raça tal”. Era a raça mais comum do mundo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O castelo de uma família
com nome de conto de fadas: Sforza


Luis Dufaur
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O castelo da família Sforza no centro da cidade de Milão, conhecido como Castello Sforzesco faz jus a seu lindíssimo nome.

Hoje é sede de diversos museus e atividades culturais.

Em Milão eu visitei não sei com quantos encantos o castelo Sforzesco, tal vez mais do que a catedral.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Fontainebleau: triunfo da harmonia e da medida francesa





Fontainebleau foi construído por reis da Casa de Valois e foi habitado pelos Bourbons. Depois foi conspurcado pelos Bonapartes.

A fachada lateral de Fontainebleau dá uma certa ideia do castelo. Ela é luminosa.

O teto não é inteiramente horizontal, mas de vez em quando é interrompido por altos corpos de edifícios.

A fachada tem uma sucessão de janelas, e há uns painéis que interrompem a sucessão.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Cheverny: castelo da harmonia, da simetria e da proporção





Cheverny é o castelo de um nobre e, portanto, é incomparavelmente menor que um castelo real.

Ele tem os mesmos elementos ornamentais, embora mais modestamente.

O castelo se divide em uma parte central, que representa o princípio monárquico e, depois, duas partes colaterais compostas elas mesmas de duas partes.

Ele tem harmonias misteriosas. Se o teto de cada parte fosse igual ao das outras partes do castelo estava liquidado.

Ele tem uma série de rampas. Por que essas rampas? Que razão têm?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Glamis: mistérios, combatividade, alteridade, heroísmo

Castelo de Glamis




O espírito escocês gosta da luta, da vida com dramas brumosos. Ele não se sente feito para a plácida vida de todos os dias.

E isso se reflete no castelo de Glamis.

O castelo escocês parece dizer que a batalha é um dos temperos da vida, que lhe dá sabor e a torna digna de ser vivida.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Se queres a paz, prepara-te para a guerra:
lição dos castelos cristãos medievais

Castelo de Coca, Castela, Espanha




Quando vemos aqueles altaneiros castelos da Idade Média –– erguidos nas fronteira do Império de Carlos Magno, às margens do Reno ou do Danúbio, ou mesmo nas rotas que as tropas do Grande Imperador erguiam dentro da própria Espanha, para impedir o avanço dos mouros –– temos a impressão de que esses castelos ainda palpitam da batalha!

Suas pedras parecem pulsar como corações!

Mas... os homens não se lembram da lição de previdência que eles contêm. Qual essa lição? Ninguém ergue castelos no momento em que o adversário ataca. Constroem-se fortificações nos intervalos da guerra.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Força, rudeza, ascensão para o sublime:
o charme dos castelos




A rudeza original dos castelos está ligada aos primórdios caóticos da Idade Média.

A imensa organização do Império romano tinha se desfeito em cacos.

Havia ruído por causa de enxurradas de povos pagãos invasores que entravam desordenadamente pelas fronteiras cada vez mais desguarnecidas do império dos Césares decadentes.

O castelo era o refúgio dos habitantes da região quando as hordas bárbaras vinham devastar, pilhar ou consumir tudo o que havia.

A defesa dos grupos humanos era organizada pelo senhor feudal, líder natural na tentativa de salvação pública.

Muitas vezes esses nobres conseguiam submeter os estrangeiros e assimilá-los à parca ordem que se estava constituindo.

Mas, sobre tudo, a obra pacificadora da Igreja e a pregação constante dos missionários foi convertendo e civilizando os recém chegados.

E quando esses não queriam ouvir o Evangelho, os nobres os punham para fora recorrendo às armas se necessário.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Saumur: o banquete que passou para a História




Num famoso livro de “Orações do Duque de Berry” é representado o castelo francês de Saumur, sobre o rio Loire.

Infelizmente ele foi arrasado nas guerras de religião movidas pelos protestantes calvinistas.

Acabou em ruínas esquecido no período que medeia o fim da Idade Média e passando pela Revolução Francesa chega até nossos dias.

Em décadas recentes, Saumur foi objeto de uma restauração, mas que até agora não conseguiu atingir o nível que teve durante a Idade Média.

É um dos mais belos da Idade Média e um daqueles em que a alma da Idade Média melhor se exprime e melhor se representa.

Saumur foi símbolo de uma época, e de um estilo de viver que associava em feliz consórcio nobres e camponeses, ricos e pobres, todos eles profundamente católicos.

Nele aconteceu um famoso festim oferecido por um rei santo: São Luís IX.

O banquete de Saumur


Em 1237, quando São Luís era um rei muito novo investiu seu irmão Afonso como conde de Poitiers, um riquíssimo, brilhante e populoso feudo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Desde seu castelo o nobre vela por todo seu povo

Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça



Na última fase do progresso medieval, deixou de existir o perigo frequente e iminente de invasões. Os países de um modo geral ficaram pacificados.

Então, o castelo feudal perdeu o sentido de refúgio e abrigo para a população e rebanhos.

Ele ficou residência do senhor, de sua família e de sua parentela.

Mas conserva o aspecto militar, pois continua sendo acima de tudo uma fortaleza. Eles ficaram como um reduto inexpugnável que dava ao barão força e prestígio. Para o feudo uma garantia da manutenção da paz e um símbolo de seu orgulho local.

No seu apogeu, o castelo feudal não é mais um simples conjunto de muralhas protegendo as habitações, mas um todo arquitetônico pujante e homogêneo, que apresenta para o exterior muros escarpados, torres, seteiras e ameias, formando a defesa contra agressões.

Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
0 Dentro há apartamentos, claustros e pátios, nos quais se desenrola a vida social.

Enquanto a técnica militar muito desenvolvida o protege exteriormente, as artes decorativas o embelezam por dentro, oferecendo ambiente propício ao florescimento cultural, que atinge um alto nível.

Os castelos de Chillon na Suìça e de Warwick na Grã-Bretanha que ilustram este post, nos fornecem alguns exemplos, entre muitos outros que poderiamos citar.


Vai ficando para trás o tempo em que os castelos se mantinham isolados uns dos outros.

A hierarquia de proteção e devotamento, existente entre o senhor e seus súditos, foi aos poucos se estabelecendo também entre senhores menores e outros mais poderosos.

Estes últimos começam a agrupar sob sua autoridade, pelos mesmos laços de fidelidade, não somente seus vassalos e servos imediatos, mas também outros barões, os quais, conservando intacta sua autoridade sobre seus homens, se tornam eles mesmos vassalos.

Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
O senhor feudal mais importante, por sua vez, faz-se súdito de outro ainda maior, e assim por diante.

Formaram uma imensa pirâmide de suseranias desiguais, dispostas hierarquicamente num escalonamento progressivo, até chegar ao rei.

Este era o barão supremo, o suserano de todos os suseranos, o senhor feudal de todos os senhores feudais, o pai de todos os pais.

Do “donjon” de seu castelo, ele vela pelo seu feudo e por todos os feudos de seus vassalos, por toda a nação.






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terça-feira, 28 de abril de 2015

Castelos que tocam em Deus

Aunqueospese, província de Ávila, região de Castela, Espanha.




Na foto de Aunqueospese, o céu como que fala do Cid Campeador sozinho, traçando os rumos da História, e o Céu que o protege e o acompanha...

O castelo um pouco indica o caminho para as nuvens, e um pouco as nuvens indicam o caminho para ele.

As nuvens falam da epopéia do castelo.