quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Montrésor: castelo resurgido das cinzas

Montrésor: um sonho feudal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Montrésor é um castelo medieval que possui uma mansão renascentista dentro dos jardins.

Ele está localizado na cidade francesa do mesmo nome no departamento de Indre-et-Loire, na região melhor conhecida como Touraine.

Por volta de 1005, Foulques Nerra, conde de Anjou, deu um esporão que domina o vale do Indre para o capitão Roger le Petit Diable (“pequeno diabo”) ali construir uma poderosa fortaleza.

Sobre Foulques Nerra o grande construtor de castelos "cujos remorsos estavam à altura de sus crimes" CLIQUE AQUI

Montrésor teve um dos primeiros conjuntos construídos inteiramente em pedra, semelhante ao de Loches, e duas muralhas circulares.

Delas, só ficou a muralha oeste.

No século XII, quando Montrésor passou para as mãos do rei Henrique II da Inglaterra, foram construídas duas imponentes torres na entrada e uma parte da muralha norte.

Henrique II da Inglaterra fez duas imponentes torres na entrada
Em 1188, o rei Filipe Augusto da França retomou Montrésor do inglês.

André de Chauvigny, que voltou da Terceira Cruzada de Ricardo Coração de Leão, se tornou o novo senhor de Montrésor.

Posteriormente, durante quase dois séculos, o castelo passou a ser apanágio da família Palluau.

O castelo foi demolido em 1203 e reconstruído em 1393 por Jean IV de Bueil, que fechou as muralhas, erigiu a porta de entrada e os prédios externos ainda existentes.

Desde o início do século XV, quando a Corte passava mais e mais tempo na Touraine, Montrésor foi habitado por funcionários reais.

Em 1493, Imbert de Batarnay comprou Montrésor e construiu uma elegante residência no recinto feudal.

Hoje só subsiste a ala principal.

Montrésor: testemunho de séculos de história
Imbert foi um conselheiro influente de quatro reis da França: Luís XI, Carlos VIII, Luís XI e Francisco I.

Ele exerceu longamente essa função, fato raro nessa época.

Foi hábil e astuto e participou em todas as negociações de seu tempo.

Ele foi particularmente responsável pela combinação do casamento de Ana da Bretanha com o rei que selou a união do Ducado da Bretanha ao reino francês.

Imbert também foi encarregado de preparar a guerra com a Itália, além de ser preceptor na educação dos filhos de Luís XII e Francisco I.

Durante os séculos XVII e XVIII nobres famílias ‒ como as de Bourdeilles e Beauvilliers ‒ moraram no castelo.

Porém, a desgraça acabaria se abatendo sobre ele.

A Revolução Francesa marcou o início de seu declínio.

Por volta de 1845, o conde Jouffroy de Gonsan demoliu a ala oeste da residência renascentista bem como a capela do castelo.

Passados os ventos de falsa modernidade, em 1849, o conde polonês Xavier Branicki deu nova vida a Montrésor, restaurando-o completamente.

O conde decorou o castelo com rico mobiliário.

Então, o castelo renascido das cinzas foi cenário de festas suntuosas.

A nobre família Branicki ainda conserva a propriedade da fidalga fortaleza e mansão.


(Fonte: Wikipedia)


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4 comentários:

  1. Impressionante esse castelo! estou encantada com
    a sua história.Obrigada!

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  2. Amei conhecer um pouco da história, tenho uma curiosidade, de onde surgiu o sobrenome de muitos, porque a família Montresor.
    Desde já agradeço

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  3. Que interessante, tenho vontade de conhecer este castelo.

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  4. Jaime Azevedo dos Passos9 de outubro de 2021 22:56

    Fantásticas histórias e fotos que venho recebendo de vocês, dessas edificações que nos trazem uma mistura de sentimentos de mistério, de
    eternidade e fascinação, por estarmos tão longe, no tempo, quando foram eregidas. Castelos nos remetem há um tempo repletos de heróis, de vilões,
    de guerras, de traições, de amor e de ódio. Nos levam a pensar que nesta vida tudo passa e se dissolve no tempo, menos quando nos deparamos
    com antigas obras, de castelos e catedrais, que parecem que congelaram um momento, nos trazendo estranhos sentimentos, como uma saudade de um tempo que não vivenciamos. Nos faltam palavras e sobram imaginações. OBRIGADO PELAS REMESSAS. SAÚDE À TODOS.

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