terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A trans-beleza dos castelos espanhóis

Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha
Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha




Os castelos espanhóis não têm o enfeite dos franceses.

A beleza e a transcendência deles baseia-se em outros fatores. Mas, eles têm uma grandeza fenomenal.

Um quadro a óleo dificilmente poderia pegar tão bem a trans-beleza do castelo espanhol quanto certas fotos tal vez trabalhadas pelo autor.

A foto transmite o sabor da realidade.

Se os castelos deste post fossem tirados de óleos poder-se-ia dizer que são fantasia.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Glamis: mistérios, combatividade, alteridade, heroísmo

Castelo de Glamis




O espírito escocês gosta da luta, da vida com dramas brumosos. Ele não se sente feito para a plácida vida de todos os dias.

E isso se reflete no castelo de Glamis.

O castelo escocês parece dizer que a batalha é um dos temperos da vida, que lhe dá sabor e a torna digna de ser vivida.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Castel Sforzesco de Milão:
senhorial edifício da nobre família Sforza





Viajando pela Europa, conheci inúmeros castelos.

Um deles, muito belo e senhorial, é o Sforzesco, localizado atualmente dentro da própria cidade de Milão, na Itália.

Não tive tempo de ler nada sobre ele, apenas entrei, admirei e saí. Infelizmente, todos os móveis haviam sido retirados do edifício.

Pertence à nobre família Sforza, que reinou na região da Lombardia. Sforzesco quer dizer propriedade dos Sforza.

É um castelo com grandes torres, edificado com pedras lavradas de modo muito bonito.

As pedras ficam em seus quatros lados, não pontudas propriamente; mas vão se elevando até formar uma crista redonda no centro.

E o tempo tornou a pedra meio dourada.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Se queres a paz, prepara-te para a guerra:
lição dos castelos cristãos medievais

Castelo de Coca, Castela, Espanha




Quando vemos aqueles altaneiros castelos da Idade Média –– erguidos nas fronteira do Império de Carlos Magno, às margens do Reno ou do Danúbio, ou mesmo nas rotas que as tropas do Grande Imperador erguiam dentro da própria Espanha, para impedir o avanço dos mouros –– temos a impressão de que esses castelos ainda palpitam da batalha!

Suas pedras parecem pulsar como corações!

Mas... os homens não se lembram da lição de previdência que eles contêm. Qual essa lição? Ninguém ergue castelos no momento em que o adversário ataca. Constroem-se fortificações nos intervalos da guerra.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Força, rudeza, ascensão para o sublime:
o charme dos castelos




A rudeza original dos castelos está ligada aos primórdios caóticos da Idade Média.

A imensa organização do Império romano tinha se desfeito em cacos.

Havia ruído por causa de enxurradas de povos pagãos invasores que entravam desordenadamente pelas fronteiras cada vez mais desguarnecidas do império dos Césares decadentes.

O castelo era o refúgio dos habitantes da região quando as hordas bárbaras vinham devastar, pilhar ou consumir tudo o que havia.

A defesa dos grupos humanos era organizada pelo senhor feudal, líder natural na tentativa de salvação pública.

Muitas vezes esses nobres conseguiam submeter os estrangeiros e assimilá-los à parca ordem que se estava constituindo.

Mas, sobre tudo, a obra pacificadora da Igreja e a pregação constante dos missionários foi convertendo e civilizando os recém chegados.

E quando esses não queriam ouvir o Evangelho, os nobres os punham para fora recorrendo às armas se necessário.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Por que o sonho se tornou realidade nos castelos?

Castelo dos condes de Foix, nos Pirineus franceses
Castelo dos condes de Foix, nos Pirineus franceses




O castelo medieval típico dá antes de tudo a impressão de grandeza e até de majestade.

Mas, ao mesmo tempo tem tanta graça e leveza que a gente pensa estar diante de um castelo de conto de fadas!

Na vida real não eram prédios de fantasia. De início, foram fortalezas militares para a defesa da região e de seus habitantes.

Posteriormente com a cristianização dos costumes e a diminuição das guerras os nobres proprietários passaram a enfeitá-los fazendo reluzir todo o seu bom gosto e sua liderança natural.

E muitos desses castelos atingiram  uma forma de beleza tão oposta a nossa época que a gente fica levado a se perguntar se de fato existiram.

Se pode achar que esses castelos foram fruto da imaginação e que, como os prédios de Disneylândia, nunca tiveram conexão com a realidade.

E a gente quer saber se não se trata de um sonho transposto numa foto ou num vídeo, de tal maneira eles são admiráveis!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Saumur: o banquete que passou para a História




Num famoso livro de “Orações do Duque de Berry” é representado o castelo francês de Saumur, sobre o rio Loire.

Infelizmente ele foi arrasado nas guerras de religião movidas pelos protestantes calvinistas.

Acabou em ruínas esquecido no período que medeia o fim da Idade Média e passando pela Revolução Francesa chega até nossos dias.

Em décadas recentes, Saumur foi objeto de uma restauração, mas que até agora não conseguiu atingir o nível que teve durante a Idade Média.

É um dos mais belos da Idade Média e um daqueles em que a alma da Idade Média melhor se exprime e melhor se representa.

Saumur foi símbolo de uma época, e de um estilo de viver que associava em feliz consórcio nobres e camponeses, ricos e pobres, todos eles profundamente católicos.

Nele aconteceu um famoso festim oferecido por um rei santo: São Luís IX.

O banquete de Saumur


Em 1237, quando São Luís era um rei muito novo investiu seu irmão Afonso como conde de Poitiers, um riquíssimo, brilhante e populoso feudo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Desde seu grande castelo,
o nobre vela por todo seu povo

Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça



Na última fase do progresso medieval, deixou de existir o perigo frequente e iminente de invasões. Os países de um modo geral ficaram pacificados.

Então, o castelo feudal perdeu o sentido de refúgio e abrigo para a população e rebanhos.

Ele ficou residência do senhor, de sua família e de sua parentela.

Mas conserva o aspecto militar, pois continua sendo acima de tudo uma fortaleza. Eles ficaram como um reduto inexpugnável que dava ao barão força e prestígio. Para o feudo uma garantia da manutenção da paz e um símbolo de seu orgulho local.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

No castelo medieval: troca de bons ofícios

Porto de Mos, Portugal




Pelo mesmo processo através do qual a família — crescendo, multiplicando-se, agregando novos membros — veio a formar a mesnada, esta deu origem ao feudo.

O feudo é pois o estágio mais evoluído da organização social de base familiar.

Compreende o barão e sua família próxima, os ramos cadetes de sua estirpe e vassalos nobres que lhe prestam auxílio, recebendo em recompensa cargos, terras ou outros bens e formando a sua parentela.

Esse todo constituía a nobreza, cuja missão era governar o feudo e combater para a sua defesa.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A grandeza do Rei dignifica o cozinheiro.
Em Windsor, a casa da rainha da Inglaterra

O castelo de Windsor é a casa da rainha da Inglaterra



Vista aérea do Castelo de Windsor.

A primeira impressão é de um cenário para um conto de fadas.

A imensidade do edifício, a maravilhosa variedade de suas partes, a delicadeza e a força que se afirmam em todas elas, tudo enfim sugere a sensação de que se está em presença de algo que supera de muito a realidade cotidiana.

Este prédio, este fantástico conjunto de prédios é ao mesmo tempo, símbolo e escrínio de uma instituição: a realeza britânica.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Palácio dos Doges de VENEZA:
maravilha da Civilização Cristã


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Observamos o célebre Palácio dos Doges de Veneza que, pelo fato de estar a dois passos do mar, tem um especial encanto.

A cor do palácio é de difícil definição. A meu ver, ela varia um pouco de acordo com a luz do dia, por vezes parecendo de um róseo muito delicado, mas não homogêneo.

Nas ogivas góticas percebe-se a cor rósea e branca.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Neuschwanstein: grandeza harmônica afagante e ameaçadora

Luis II da Baviera. Ferdinand von Piloty,1865,
Bayerische Staatsgemaldesammlungen, Munich.



O castelo de Neuschwanstein foi mandado construir pelo rei Luís II da Baviera (1845-1886).

Ele corresponde a uma concepção romântica ou wagneriana da Idade Média. Mas, é impossível não reconhecer muito valor, sobretudo à realização que ela aqui tem.

Luis II entrou para a história como o rei ao mesmo tempo casto e fabuloso, duvidoso e crapuloso, herói e lamacento.

Foi uma figura ambígua que marcou a história da Baviera.

No castelo nós vemos um dos aspectos bonitos da alma do rei.

Ele era apaixonado pelas coisas medievais.

E mandou construir este castelo com uma nota característica: na Idade Média não se construíam castelos assim.

E ele, ou o engenheiro que trabalhou sob orientação dele, imaginou um castelo não precisamente medieval, mas com todo o espírito medieval. De maneira que tem qualquer coisa que transcende o gótico.

No que? No senso de batalha, de combate e de dignidade afidalgada do homem medieval.

terça-feira, 12 de maio de 2015

O Monte Saint-Michel faz brilhar dentro de nós
uma centelha do absoluto divino



O que é o Mont Saint-Michel: uma abadia? Sim, certamente. Um castelo-fortaleza militar? Também sim e também certamente.

Mas essas respostas não satisfazem inteiramente. Foi um abadia militarizada na sua estrutura material que resistiu a todas as guerras. Nunca foi tomada pelo inimigo.

Para isso ajudou o fato de estar construída numa ilha isolada da terra pelas mais violentas marés do planeta.

Eu pessoalmente fiquei com uma impressão profunda quando o visitei. Fiquei achando que lá mora o próprio São Miguel Arcanjo. E que ele é o senhor feudal, o super-abade, o comandante invincível. Estarei certo?

Fica aberto aqui um tema de discussão.

O certo é que a abadia-fortaleza medieval ficou abandonada até o século XIX. No início desse século languidescia como vil prisão pública, aliás muito desleixada, e que caia em ruínas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Castelos que tocam em Deus

Aunqueospese, província de Ávila, região de Castela, Espanha.




Na foto de Aunqueospese, o céu como que fala do Cid Campeador sozinho, traçando os rumos da História, e o Céu que o protege e o acompanha...

O castelo um pouco indica o caminho para as nuvens, e um pouco as nuvens indicam o caminho para ele.

As nuvens falam da epopéia do castelo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O barão, senhor do castelo, dá a vida pelos súbditos
e esses o seguem com amor

Castelo de Wijnendael, Bélgica
Castelo de Wijnendael, Bélgica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






É difícil sintetizar como era a vida nos castelos medievais, porque ela era extremamente rica e variegada, variando muito segundo os locais.

Em cada lugar era, em verdade, inteiramente diferente. Mas há alguns traços comuns.

No castelo e nos arredores vive a pequena pátria que o espírito feudal formou em torno do barão.

Ela tem seus camponeses e artesãos, que são também seus soldados; seu tribunal, que é presidido pelo senhor; seus costumes, suas tradições de honra e de heroísmo, das quais se orgulha; uma insígnia, um lema e até um nome, que é o do próprio barão.

É um todo orgânico e único, que protege seus membros contra o mundo inimigo.

Graças ao senhor feudal que por eles vigia, os camponeses se sentem protegidos, podem arar, semear e esperar a colheita sem medo de serem surpreendidos por bandidos que os pilhem e escravizem.

Diz uma crônica do tempo que os barões, “para estarem sempre prontos, têm seus cavalos na sala onde dormem”.

Pouco a pouco, por via consuetudinária, vão se estabelecendo contratos. Em retribuição pela proteção que recebem, os camponeses e artesãos dão um tanto do que produzem, para sustentar o barão e sua família, e trabalham uns tantos dias por ano na reparação e conservação do castelo.

Os interesses de uns e outros são solidários; a prosperidade dos súditos é a do barão, que com ela se rejubila; das alegrias e do renome do barão participam os súditos.

O caráter essencial desta grande família, formada pela união íntima das famílias que a compõem, é o amor mútuo, profundo e devotado entre seus membros.

Amor filial e submisso dos súditos para com o senhor, amor paternal e protetor do senhor para com seus súditos.

Uma das belas canções de gesta da época assim descreve os sentimentos do Conde de Artois, vencido numa batalha, ao ver seus homens que jazem por terra:

Sua mesnada está lá, morta, ensangüentada.
Com sua mão direita ele a abençoa,
Sobre ela se inclina e chora
E suas lágrimas correm até a cintura.

Assim como no deserto floresce o oásis junto ao poço, também no princípio da era feudal, nos lugares onde havia homens de valor para erguer a “motte” e o castelo e se opor às arremetidas do inimigo, aí havia trabalho e progresso. Porém, onde não havia senhores fortes e obedecidos, tudo caía na anarquia.

E a França ia se enchendo desses núcleos isolados, formando uma constelação de pequenas soberanias que cresciam espontaneamente, por suas próprias forças, sem planificações de governos, mas com vitalidade e pujança que permitiam prever os esplendores da civilização cristã.

Até inimigos ferrenhos da ordem hierárquica medieval, como o soturno fundador do comunismo Karl Marx, reconhecem que nunca a vida dos operários foi melhor que na Idade Média.

De fato, como constata um comunista divulgador de Marx, (Henri Lefebvre, “Le matérialisme dialectique”, P.U.F., 1962), o senhor feudal tinha outro conceito de seu feudo. Ele não se perguntava quanto valia e qual a vantagem que podia tirar.

Castelo de Montrésor, França, interior
Castelo de Montrésor, França, interior
Olhando para suas terras, bosques, rios, prados, camponeses, aldeinhas ele pensava: estas são as terras pelas quais meus antepassados deram a vida; meu pai e eu mesmo brincamos naquele bosque quando éramos crianças; aqueles são meus camponeses e burgueses por cujos antepassados os meus deram a vida e reciprocamente; eu devo passar tudo isto inteiro e melhorado para meus filhos, e para os filhos deste povo que é minha família num sentido muito largo, porque a Providência quis unir nossa história.

Por isso quando acontecia de algum senhor feudal vender seu feudo, os sinos da igrejinha tocavam a finados. Como se alguém tivesse morrido. De tal maneira, isso era considerado uma desgraça, para os nobres e para o povo.

(Fonte: “Catolicismo”, nº 57, setembro de 1955)


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terça-feira, 17 de março de 2015

Harmonia e caridade nas classes sociais
no castelo da Princesa de Chimay

Castelo de Chimay hoje
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Talleyrand nos conta nas memórias dele, o que acontecia no castelo da avó dele, a Princesa de Chimay.

Chimay é um grande título da Bélgica.

Ser Princesa de Chimay era quase como que ser Grã-Duquesa de Luxemburgo, quer dizer, uma soberana independente, de um pequeno feudo.

Quando chegava aos domingos, ela primeiro ia à Missa na capela do castelo. As pessoas pobres da zona que quisessem assistir à Missa iam para o castelo e também assistiam.

Depois da Missa, a princesa ia, acompanhada da pequena nobreza local – portanto, nobreza autêntica mas muito inferior à dos príncipes de Chimay –, para a sala onde ela, a bem dizer, reinava como rainha.

O castelo de Chimay numa iluminura
Ela tinha uma espécie de trono sobre um estrado. Ela subia lá, podia haver uma pequena música militar que a banda tocava enquanto ela passava da capela do castelo para a essa sala.

Os pequenos nobres iam levando as coisas necessárias para a princesa exercer suas atividades curativas.

Um levava panos para passar ungüentos, outros levava uma maleta com remédios, outro levava uma caixa com tesouras e outras coisas que facilitavam alguma pequena intervenção como que cirúrgica.

E a princesa sentada no trono e olhando com bondade para aquele povo que estava lá.

O povo olhava como estava vestida a princesa, como é que ela fazia, como estavam vestidos os parentes dela.

Eles sabiam que a moda mudou vendo os fidalgos pequenos e grandes mudarem de vestidos e de roupas. Viam como se conversava elegantemente, acompanhavam os gestos e a gesticulação da conversa, etc.

Depois começava o desfile das misérias.

Os doentes e os pobres iam passando, ela ia perguntando por que é que não veio tal parente do pobre, se ele melhorou, se não melhorou, mandava lembranças, mandava um pequeno presente, ou então mandava um conselho para fazer tal ou tal coisa para melhorar, etc.

A atual princesa de Chimay recebe simpaticamente os visitantes no castelo
Os populares que podiam, traziam também pequenos presentes.

Às vezes eram petiscos, pães saborosos, leite, ovos, galinhas, porquinhos, frutas, legumes.

E a Princesa de Chimay aproveitava a ocasião para dar esses presentes aos que estavam mais necessitados ou mais fracos.

Isso levava tempo. Quando terminava, os nobres iam todos para a sala de jantar da nobreza.

E na copa e cozinha, e ainda em outras dependências, era a grande festa dos pobres que quisessem ficar para tomar sua refeição pela generosidade da princesa.

Depois isto tudo se dissolvia e o castelo voltava ao seu silêncio majestoso, na paz e no contentamento de alma de todos.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra em 8/4/94, sem revisão do autor)



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