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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Trans-beleza dos castelos espanhóis

Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha
Turégano, província de Segovia, região de Castela e Leão, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os castelos espanhóis não têm o enfeite dos franceses.

A beleza e a transcendência deles baseia-se em outros fatores. Mas, eles têm uma grandeza fenomenal.

Um quadro a óleo dificilmente poderia pegar tão bem a trans-beleza do castelo espanhol quanto certas fotos tal vez trabalhadas pelo autor.

A foto transmite o sabor da realidade.

Se os castelos deste post fossem tirados de óleos poder-se-ia dizer que são fantasia.

O fotógrafo é um artista; e um grande artista! Os castelos, por sua vez são espanholíssimos!

Essas fotos pediram muita paciência para pegar a hora ideal.

Mosteiro de Rodillas, Burgos, Castela, Espanha
Mosteiro de Rodillas, Burgos, Castela, Espanha
Tudo nessas fotos é extraordinário. A quantidade de chão que o fotógrafo coloca entre o começo da foto e o castelo é a proporção ideal para o castelo ficar bem apresentado.

É tudo estudado na perfeição por uma grande alma.

A foto do Mosteiro de Rodillas (ao lado), de Burgos, apresenta um jogo de nuvens que sugere a existência de uma ordem de coisas fantástica.

O melhor das fotos é uma certa teologia da História que é representada por esses castelos e que foi pega de um modo próprio a impressionar profundamente.

As fotos parecem por em contato com um sonho de contos de fadas, que o fotografo gostaria que existisse, mas que materialmente não existe.
Nas fotos manifesta-se antes de tudo de um desejo de alma de que haja coisas assim, e que o universo seja ordenado em função de realidades fabulosas.

Belvís de Monroy, província de Cáceres, Extremadura, Espanha.
Belvís de Monroy, província de Cáceres, Extremadura, Espanha.
Assim por exemplo, a luz do sol num ocaso bem escolhido dá impressão de que a pedra é de um material meio irreal com que os homens não constroem.

O jogo da luz passa a impressão que as salas desses castelos estão todas, à la contos de fadas, cheias de móveis magníficos e quadros esplendidos, de tecidos raros e uma ornamentação linda.

E que lá dentro se passam coisas fabulosas de uma super-história que aí ainda palpita um pouco.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 10/03/84. Sem revisão do autor)


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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Ruínas de um castelo da Espanha

Ruínas do castelo de Turégano, Segovia, Espanha
Ruínas do castelo de Turégano, Segovia, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









É uma ruína.

Mas que força maravilhosa tem essa ruína que, em vez de dar pena, ela sugere a ideia da grandeza que ela não tem mais!

Ela faz reviver um passado tão bonito que a gente se pergunta, às vezes, se esse passado que a gente imagina a propósito dela não é mais bonito do que ele realmente foi.

Exprimindo melhor: se ele não faz imaginar um passado mais bonito do que foi realmente.

É o próprio das coisas grandiosas quando elas caem.

Elas caem, mas todo o seu passado fica como uma espécie de cauda enorme que desce do Céu até elas.

Ruínas do castelo de Turégano, Segovia, Espanha
Ruínas do castelo de Turégano, Segovia, Espanha

É a continuidade histórica, é o que foi e que deixou sua memória lendária nos homens.

"Não sou mais, mas aprendi: fui! E se eu fui o que eu deveria ser, de algum modo eu serei para sempre!"

Quem não se toma de respeito diante dessas ruínas?

Espírito moderno: "isto aqui não adianta mais de nada, vamos dinamitar e arrasar essa colina para transformar isso numa coisa chata, rasa... digamos outra coisa, um imenso pátio para manobra de ônibus".

São dois espíritos, duas mentalidades.




(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira)



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