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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Desde seu castelo o nobre vela por todo seu povo

Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na última fase do progresso medieval, deixou de existir o perigo frequente e iminente de invasões. Os países de um modo geral ficaram pacificados.

Então, o castelo feudal perdeu o sentido de refúgio e abrigo para a população e rebanhos.

Ele ficou residência do senhor, de sua família e de sua parentela.

Mas conserva o aspecto militar, pois continua sendo acima de tudo uma fortaleza. Eles ficaram como um reduto inexpugnável que dava ao barão força e prestígio. Para o feudo uma garantia da manutenção da paz e um símbolo de seu orgulho local.

No seu apogeu, o castelo feudal não é mais um simples conjunto de muralhas protegendo as habitações, mas um todo arquitetônico pujante e homogêneo, que apresenta para o exterior muros escarpados, torres, seteiras e ameias, formando a defesa contra agressões.

Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
0 Dentro há apartamentos, claustros e pátios, nos quais se desenrola a vida social.

Enquanto a técnica militar muito desenvolvida o protege exteriormente, as artes decorativas o embelezam por dentro, oferecendo ambiente propício ao florescimento cultural, que atinge um alto nível.

Os castelos de Chillon na Suìça e de Warwick na Grã-Bretanha que ilustram este post, nos fornecem alguns exemplos, entre muitos outros que poderiamos citar.

Vai ficando para trás o tempo em que os castelos se mantinham isolados uns dos outros.

A hierarquia de proteção e devotamento, existente entre o senhor e seus súditos, foi aos poucos se estabelecendo também entre senhores menores e outros mais poderosos.

Estes últimos começam a agrupar sob sua autoridade, pelos mesmos laços de fidelidade, não somente seus vassalos e servos imediatos, mas também outros barões, os quais, conservando intacta sua autoridade sobre seus homens, se tornam eles mesmos vassalos.

Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
O senhor feudal mais importante, por sua vez, faz-se súdito de outro ainda maior, e assim por diante.

Formaram uma imensa pirâmide de suseranias desiguais, dispostas hierarquicamente num escalonamento progressivo, até chegar ao rei.

Este era o barão supremo, o suserano de todos os suseranos, o senhor feudal de todos os senhores feudais, o pai de todos os pais.

Do “donjon” de seu castelo, ele vela pelo seu feudo e por todos os feudos de seus vassalos, por toda a nação.






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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

GLAMIS: mistérios, combatividade, alteridade, heroísmo

Castelo de Glamis
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O espírito escocês gosta da luta, da vida com dramas brumosos. Ele não se sente feito para a plácida vida de todos os dias.

E isso se reflete no castelo de Glamis.

O castelo escocês parece dizer que a batalha é um dos temperos da vida, que lhe dá sabor e a torna digna de ser vivida.

Glamis: castelo imerso nas saudades do passado
Glamis: castelo imerso nas saudades do passado
Essa atitude diante da existência fica sem rumo, sombria, triste, quando não está sujeita aos altos ideais do catolicismo e não se ordena em função da glória de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado, seguindo o exemplo da legião dos mártires e dos cruzados.

A Escócia embora tendo caído no protestantismo, conservou grandes saudades de seu passado católico.

A lembrança de sua última soberana católica, Maria Stuart, rainha de sonhos, ficou com uma fada boa que reanima as esperanças.

Entre os castelos escoceses destaca-se o de Glamis, situado em Agnus, a leste do país. Desde 1372 ele é residência da nobre família dos condes de Strathmore, do clã Bowes-Lyon, na qual nasceu a Rainha Mãe, ilustre progenitora da rainha Elizabeth II, felizmente reinante.

Glamis: uma cadeira da capela está reservada  para o fantasma de Lady Janet, a "Dama Cinza"
Glamis: uma cadeira da capela está reservada
para o fantasma de Lady Janet, a "Dama Cinza"
Segundo a lenda, apresentou-se então um desconhecido para jogar com ele. Este seria o próprio diabo, que acabou levando a alma do conde Beardie.

Em 17 de julho de 1537, Lady Janet, viúva do 6º Lord Glamis, foi queimada em Edimburgo, acusada de bruxaria e de ter envenenado seu marido.

Na capela do castelo há uma cadeira que ninguém pode usar, pois é para a “Dama Cinza”, um fantasma que habitaria o castelo e que não seria outro senão o de Lady Janet.

Obviamente ninguém nunca o viu, mas a cadeira está ali, reservada.

A lenda mais fantasiosa é a do 'Monstro de Glamis', uma criança que teria nascido espantosamente disforme e teria sido encerrada numa suíte até o fim de seus dias.

Para quem ouviu falar dos dramas psicológicos e dos fantasmas morais que perseguem as mulheres que abortaram, a história não soa tão estranha.

Glamis: “Que honra nosso Duque acaba de fazer ao Rei!”
Glamis: “Que honra nosso Duque acaba de fazer ao Rei!”
Em verdade, Glamis é mais famoso pelo fato de nele ter nascido Lady Elizabeth Bowes-Lyon, posteriormente rainha da Inglaterra e mãe da atual rainha Elizabeth II.

Da família proprietária conta-se um fato que descreve o espírito de alteridade e a personalidade do povo escocês.

Quando a filha dos donos do castelo ficou noiva do duque de York, futuro rei Jorge VI, o pai da moça, que viria a ser a Rainha Elisabeth (mais lembrada como a Rainha Mãe), reuniu no hall do castelo toda a criadagem.

Comunicou então que a filha ia ficar noiva do filho de Sua Majestade o Rei da Inglaterra e da Escócia, etc., etc.

A criadagem recebeu o anúncio com muito respeito.

Depois de feita a comunicação, escoou lentamente do cômodo do castelo, comentando: “Que honra nosso Duque acaba de fazer ao Rei!”.

Foi uma afirmação indireta, mas cheia de sabor, do espírito da Escócia do tempo que era um reino católico independente!

O castelo é habitado atualmente pelo conde Michael Bowes-Lyon, 18º conde de Strathmore e Kinghorne.


Video: Glamis e as saudades de uma Escócia toda católica


O castelo de Glamis, sua fabulosa grandeza e a fantasia

O castelo localiza na aldeia de Glamis, a doze milhas da cidade de Dundee, em Angus, no leste da Escócia. Pertencente à família Bowes-Lyon, um dos mais antigos clãs da nobreza escocesa, é a residência do Conde e da Condessa de Strathmore, que abrem o castelo ao público.

Lady Elizabeth Bowes-Lyon, mais conhecida como Rainha Mãe, nasceu neste castelo, no dia 4 de Agosto de 1900, e passou ali a sua infância. Desde 1987, uma imagem do castelo está estampada no reverso da nota de dez libras esterlinas emitida pelo Banco Real da Escócia.

Glamis sob a neve.
Glamis sob a neve.
Glamis situa-se na larga e fértil planície do vale de Strathmore, próximo de Forfar, capital de Angus, aproximadamente a 20 quilômetros do Mar do Norte.

A propriedade em volta do castelo cobre mais de 14.000 acres (57 km²) e, além do luxuriante jardim com trilhos para caminhadas, produz madeira e carne de vaca com fins económicos.

Um bosque reúne árvores de todo o mundo, muitas delas raras e várias vezes centenárias. Pássaros e outros pequenos animais selvagens são comuns por toda a herdade.

A vizinhança do castelo de Glamis apresenta vestígios pré-históricos.

Em 1034, o Rei Malcolm II morreu em Glamis após ter sido mortalmente ferido numa batalha nas redondezas.

Desde 1372, o castelo pertence aos senhores de Glamis, mais tarde Conde e Condessa de Strathmore e Kinghorne.

Segundo a tradição é o castelo que tem mais mistérios na Escócia. Fala-se do Monstro de Glamis, uma criança de nome Thomas hediondamente deformada que teria sido confinada num quarto murado depois do seu falecimento.

A novela do monstro pode ter sido inspirada na história verdadeira dos Ogilvies. Algures, na parede de quase cinco metros (16 pés) de espessura, há uma “sala de caveiras”, onde a família Ogilvie foi emparedada até morrer de fome por seus inimigos, os Lindsays,

Também se fala de um outro monstro que teria existido no lago Loch Calder, perto do castelo.

O Conde Beardie, um dos hóspedes do castelo, certa noite, já embriagado, convidou os amigos para jogar cartas.

Mas os seus anfitriões recusaram, alegando que era um dia religioso. Lord Beardie ficou furioso e berrou que jogaria com o próprio diabo.

Logo após, um estranho entrou no castelo e perguntou se Lord Beardie desejava um parceiro. Começaram a jogar numa das salas de onde os criados ouviram sair gritos e maldições.

Um deles foi espreitar pelo buraco da fechadura, mas um raio de luz atravessou o orifício e cegou-o. O estranho desapareceu levando a alma do ímpio conde consigo.

Em tempos posteriores houve quem disse ter ouvido gritos e o som dos dados a rolar. Seriam do conde ainda jogando cartas com o diabo.

Na peça “Macbeth”, de William Shakespeare (1603-1606), o rei reside no castelo de Glamis, embora o histórico Rei Macbeth da Escócia (que faleceu em 1057) não tenha ligação com o castelo.

O castelo também é mencionado ou aludido em numerosas novelas e filmes de ficção ou terror, inclusive muito recentes.


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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

STIRLING: relíquia e consciência do velho reino da Escócia

O castelo de Stirling: uma posição quase inacessível, símbolo da altaneria escocesa
O castelo de Stirling: uma posição quase inacessível, símbolo da altaneria escocesa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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O castelo-fortaleza de Stirling é um dos maiores da Escócia. É também o mais importante do ponto de vista histórico e arquitetônico.

Ele foi construído sobre o Morro do Castelo e está no alto de precipícios por três lados.

As partes atuais do castelo são, na sua maioria, dos séculos XV e XVI. Só ficaram algumas estruturas da era medieval.

Vários reis e rainhas da Escócia foram coroados em Stirling. Entre eles a rainha Maria Stuart, em 1543.

Stirling é talvez uma das fortalezas em torno das quais aconteceram mais batalhas, pois ela é todo um símbolo da Escócia.

O castelo suportou pelo menos oito grandes sítios, inclusive durante as Guerras da Independência da Escócia. O último aconteceu em 1746, quando o príncipe católico Carlos Eduardo Stuart, conhecido como “Bonnie Prince Charlie”, tentou recuperar o castelo de seus antecessores.

Austeridade, brilho, heroísmo e realeza: Stirling é símbolo da Escócia
Austeridade, brilho, heroísmo e realeza: Stirling é símbolo da Escócia
A história remonta ao tempo dos romanos. Estes não se interessaram pelo local, que foi aproveitado esporadicamente por primitivos reis do povo picto, daquela região.

A tradição conta que Santa Monenna teria fundado uma ermida no local. Porém, os primeiros registros documentais sobre a ocupação do Morro de Stirling são do ano 1110, quando o rei Alexandre I erigiu uma capela.

Seu sucessor, o rei David I estabeleceu o castelo, um burgo e um centro administrativo do reino.

Durante as guerras com os vizinhos ingleses, Stirling continuou sendo a residência favorita dos reis escoceses.

Em 1296, o rei Eduardo da Inglaterra invadiu a Escócia, iniciando as chamadas Guerras da Independência. Estas duraram cinco séculos, incluindo períodos de calmaria.

O castelo mudou muitas vezes de mãos, foi destruído e reconstruído sucessivamente.

Quando, por fim, a Inglaterra anglicana conseguiu se impor e a coroa escocesa ficou com os reis da Inglaterra em 1603, Stirling conheceu uma grande decadência, sendo usado como quartel e prisão.

Stirling: a restauração esta lhe devolvendo o esplendor de que nunca deveria ter sido despojado
Stirling: a restauração esta lhe devolvendo o esplendor
de que nunca deveria ter sido despojado
Mas as saudades da antiga monarquia escocesa continuaram fortes, inclusive no século XXI.

Foram então empreendidos grandes trabalhos, ainda em andamento, para restaurar o velho castelo real.

Os quase inacessíveis muros medievais foram muito reformados nos séculos seguintes, para acolher a artilharia incipiente, sobretudo nos grandes sítios.

A fortaleza tinha uma casa de entrada por onde era preciso passar para entrar no castelo. Isso era frequente na arquitetura militar medieval.

Essa casa de entrada podia ser cortada do resto do castelo caso o inimigo conseguisse tomá-la. A atual foi erigida pelo rei Jaime IV, por volta de 1506.

As grandes torres redondas de tetos cônicos forram rodeadas por muitas outras torres redondas das quais só restaram vestígios.

A construção é típica da era da cavalaria. A torre oeste, conhecida como Torre do Príncipe – provavelmente Henrique, príncipe de Escócia – é a única que sobrevive em seu tamanho original.

A casa de entrada comunica com o pátio do castelo, onde estavam as instalações funcionais, como as grandes cozinhas.

Os quartos e as salas principais ficam no primeiro andar.

A monarquia medieval era muito familiar
e o palácio do rei tinha ambiente de lar
O Great Hall, ou Sala do Parlamento foi considerado “o mais grandioso prédio secular construído na Escócia no fim da Idade Média”. Ele já contém elementos do estilo renascentistas.

O Palácio Real constitui um prédio aparte dentro do castelo e mistura exuberantes elementos do gótico tardio e da Renascença encomendado pelo rei Jaime V.

O plano arquitetônico é de inspiração francesa, mas a decoração é alemã.

Na capela real foi coroada em 1543 Maria Stuart, rainha católica da Escócia. A capela foi reformada logo depois.

Como em muitos castelos escoceses, corre no Stirling a referência a diversos fantasmas que o habitariam.

A chamada dama verde de Stirling seria o fantasma de um dos servidores da rainha Maria Stuart.

Mas a própria rainha está associada ao fantasma de uma dama cor de rosa.

Uma coisa é certa: a imagem da última rainha católica de charme incomparável ainda passeia nas lembranças dos escoceses, como que pedindo um retorno deles àquilo que foi o Reino de Escócia de outrora.

A restauração de Stirling em andamento:




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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

WARWICK: força e delicadeza, nobreza e sacralidade

Warwick: imensa fortaleza, parte em ruínas, parte refeita no estilo Belle Époque
Warwick: imensa fortaleza, parte em ruínas, parte refeita no estilo Belle Époque
Luis Dufaur
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O castelo de Warwick, na Inglaterra, considerando-se a simples formosura do conjunto arquitetônico, dispensaria comentários.

Porém sua beleza é especial, muito de acordo com o gosto anglo-saxão que inclui elementos que não são frequentes nas preferências latinas.

Sua beleza não está tanto contida em algum aspecto chamechante de cor ou forma, mas se encontra difusa discretamente pelo todo.

A imensa muralha e o conjunto de prédios que constituem o castelo em muitos lados estão em ruínas. Por vezes, são ruínas de grandes partes de muralhas ou torres.

A ruína inglesa tem uma beleza peculiar, sobretudo se a consideramos envolta nas brumas frequentes na ilha e no verde intenso dos gramados favorecidos pela umidade ambiente.

Uma torre que emerge na bruma sugere ambientes ou acontecimentos fantásticos que se verificaram outrora.

Não apenas acontecimentos históricos ou arqueológicos, mas fatos que deixaram ecos por assim dizer vivos que se movem misteriosamente nas horas escuras e brumosas.

Warwick reflete sua figura no plácido rio Avon
Warwick reflete sua figura no plácido rio Avon
História de fantasmas, de monstros misteriosos, de belíssimas damas brancas, de almas penadas de reis ou de nobres que ali viveram ou morreram em circunstâncias atormentadas ou mal conhecidas.

Os gramados, quando não são abafados pela neve invernal, costumam ser de uma cor verde esmeralda intensíssima.

Os rios que banham o castelo inglês típico correm muito mansamente. E formam espelhos d’água placidíssimos que refletem perfeitamente os monumentos cujos pés eles lambem.

No caso de Warwick é o rio Avon, que banha outros locais históricos prestigiosos. Entre eles, a cidade de Stratford-upon-Avon, onde nasceu e morou o famoso literato William Shakespeare.

Esse rio inspirou, com certeza, muitas das ambientações ricas em matizes das obras de Shakespeare.

Sob vários ângulos o Warwick parece não estar mais habitado e como que abandonado, um fator que o enriquece, segundo o gosto inglês.

Nas partes habitadas ou tornadas museu ele se mostra luxuoso e perfeitamente acabado e conservado.

Como tudo que é medieval, o conjunto emana força, nobreza e sacralidade.

Sala de jantar no castelo de Warwick
Sala de jantar no castelo de Warwick
O estilo medieval inglês é muito nobre, formoso, com forte nota de severidade temperada por detalhes subtis e delicados.

Tivemos ocasião de tratar em outro post da história do castelo, desde suas origens até o presente.

A influência do afrancesamento foi feliz para a Inglaterra e teve um efeito enriquecedor e amenizador.

Essa influência se nota muito em Warwick, como se pode apreciar na sala de jantar, por exemplo.

A esplêndida exposição de armamento medieval põe em destaque as luminosas armaduras, em contraste magnífico com a severidade dos lambris de madeira e da pedra.

O gótico do prédio sobressai no interior, embora muitos salões tenham sido refeitos no estilo do Ancien Régime francês, com seu requinte e colorido.

Sala de música do castelo de Warwick, no estilo Belle Époque
Sala de música do castelo de Warwick, no estilo Belle Époque
Belíssimos quadros antigos, cores resplandecentes na pintura e nos panos de parede nos afastam da trivialidade pardacenta dos prédios modernos.

As figuras de cera recriam a vida brilhante e também superficial da Belle Époque, a qual acabou morrendo durante a tragédia da I Guerra Mundial.

Está também no gosto inglês que os objetos como mesas e sofás sejam um pouco pesados.

Eles parecem feitos para a pessoa sentar-se durante longas horas, pensar, ler e deixar as impressões se depositarem.

Tendo o Império Inglês atingido seu ápice no período da Belle Époque, a Inglaterra importou então maciçamente obras de arte do Oriente.

De onde os lindíssimos tapetes e maravilhosos vasos de porcelana chinesa que compõem salas suntuosas e elegantes.




GLÓRIA CRUZADAS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS