quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Feliz Natal e Bom Ano Novo!




Vídeo Natal 2021. Comentários de Plinio Corrêa de Oliveira:
Jesus se faz pequenino para nós podermos adorá-lo

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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Chambord: a harmonia da variedade na unidade

Chambord, aérea, castelos medievais

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Veja o que é a arte!

Quem construiu esse castelo não tinha idéia de que ele pudesse ser visto desde o ar.

Maior palácio do vale do rio Loire, foi apenas um pavilhão de caça para Francisco I. Leonardo da Vinci teria sido responsável pelo desenho original.

Entre 1725 e 1733, Stanislas Leszczynski, rei deposto da Polónia e sogro de Luis XV, viveu em Chambord. Em 1745, como reconhecimento pelo seu valor de combate, o rei deu o palácio a Maurice de Saxe, Marechal da França.

Veja vídeo
Chambord:
castelo que convida
a louvar a Deus

Em 1792, o governo revolucionário procedeu a um verdadeiro saque: ordenou a venda das mobílias; os painéis das paredes e mesmo os soalhos foram removidos e vendidos pelo valor da sua madeira, ou queimadas como lenha.

No século XIX o palácio foi comprado por meio de uma subscrição nacional para o infante Conde de Chambord, legítimo herdeiro da coroa francesa no exílio.

Ele foi construído com a preocupação artística comum, para as perspectivas comuns.

Dir-se-ia que ele é mais bonito ainda na perspectiva aérea de onde os construtores não imaginavam que ele pudesse ser observado.

Um dos modos de se analisar o castelo é fazer uma distinção entre o telhado e aqueles mil torreões de um lado, e a parte de baixo construída de alvenaria.

Chambord, aérea, castelos medievaisSão dois mundos diversos, porque a parte debaixo é sólida, até um pouco atarracada, com traços de fortaleza medieval.

Chambord nitidamente não é medieval.

Mas, considerando as duas grandes torres centrais, já concebidas para ter janelas e serem habitadas, mais as duas torres laterais, tem-se um esquema um pouco parecido com o de Valençay e de tantos outros castelos medievais.

Quer dizer que ainda há uma certa inspiração e perfume medieval presente nesse castelo.

As torres e as construções entre as torres são majestosas, bonitas, e ligeiramente carrancudas, um pouquinho pesadas.

Chambord, torres e chaminés, castelos medievaisSem o teto, a parte de alvenaria ficaria um tanto tristonha.

Mas como os contrastes harmônicos são um dos segredos da arte, a parte de baixo, que daria uma falsa ilusão de pesada, é compensada por uma feeria no teto.

A feeria é feita de chaminés, de torreõzinhos, de pequenos terracinhos com mais uma cúpula em cima, que dão a impressão de um concerto musical com mil notas que se desprendem pelo ar.

De maneira que, depois de a gente ter contemplado a majestade e a força da parte debaixo, olhando para a parte de cima, se fica embevecido simplesmente.

Vendo o conjunto se compreende exatamente o que é que é a harmonia, isto é unidade na variedade.

Duas partes diretamente opostas constituem uma variedade. Mas essa variedade é um elemento de harmonia.

A harmonia entre o teto e a parte de alvenaria do castelo é perfeita.

Chambord, fachada, castelos medievais
Plinio Corrêa de Oliveira. Sem revisão do autor.



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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Maintenon: mero sonho ou quintessência da realidade bem vivida?

Maintenon foi sendo construído entre os séculos XII e XVII
Maintenon foi sendo construído entre os séculos XII e XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O castelo de Maintenon, não longe de Paris, mais parece tirado de um sonho, ou de um conto de histórias fabulosas.

Porém é uma dessas realidades que passam a quintessência viva da realidade.

Bem entendido, quando a realidade não é deformada pelas monstruosidades modernas.

A construção do Castelo de Maintenon ocorreu entre os séculos XII e XVII.

A torre de menagem retangular e imponente é a parte medieval que se mantém em pé fidalga e desafiante até hoje.

Ela data do século XIII.

Maintenon: castelo de incomparável refinamento.
Ainda hoje o acesso ao corpo principal do castelo se faz por uma ponte, outrora levadiça, flanqueada por duas torres defensivas.


A partir de 1509, as reformas deram ao castelo seu estilo Renascença e seu incomparável refinamento.

O castelo parece ter abandonado a esfera do terreno para entrar numa outra esfera, que alguns podem chamar de sonho.

Porém, é bem uma trans-esfera que fica pouco aquém da fronteira do sobrenatural.

Maintenon: sucessivas famílias nobres o embeleçaram
Maintenon: sucessivas famílias nobres o embeleçaram
Um exemplo disso é dado pela ruínas de um aqueduto que deveria atravessar o jarddim.

O rei Luís XIV ordenou a construção do aqueduto com a finalidade de levar água até Versailles.

Porém, as guerras impediram a conclusão e o aqueduto ficou pela metade e derruiu em parte.

Entretanto, as ruínas contribuem poderosamente para lhe dar um imponderável extra-temporal, de um local de sonho.

Veja vídeo
Maintenon: sonho ou
realidade cristã
bem vivida?

A França foi um país que quintaessenciou tanto, tanto, tanto, que palácios, castelos, modas, músicas, tecidos, maneiras, tipo humano, tudo o que ela produziu parece sonhado.

Os jardins foram desenhados pelo famoso André Le Nôtre, jardineiro de Versailles.

Sucessivas gerações de famílias nobres, entre as quais, a família de Noailles, engrandeceram e embelezaram o castelo que se transformou numa residência quase real.

Luís XIV vinha a encontrar sua esposa, “secreta” mas legitima, Madame de Maintenon.

Maintenon: galeria com as figuras históricas da família de Noailles
Maintenon: galeria com as figuras históricas da família de Noailles
A família de Madame de Maintenon legou, posteriormente, por via de casamento o castelo à família de Noailles.

Tudo na França católica de antes da Revolução Francesa é um triunfo da fantasia ordenada pela lógica e pelo espírito de requinte.

De fato, quando os homens resolveram sonhar, a França surgiu com toda sua fisionomia.

Maintenon é uma das tantas provas palpáveis nesse sentido que pode ser visitada à vontade perto de Paris.





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