terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Torre dos Ratos: sorriso do triunfo da Igreja sobre a barbárie

A Torre dos Ratos, posto defensivo avançado do castelo de Ehrenfels, em ruínas no alto
A Torre dos Ratos (embaixo) era atalaia do castelo de Ehrenfels (no alto)

O castelo de Mäuseturm, (literalmente Torre dos Ratos) é uma torre fortificada sobre uma ilha do Reno, perto da cidade de Bingen.

O nome desta cidade ficou famoso, entre outras coisas, porque nela viveu e está enterrada num convento muito próximo Santa Hildegarda de Bingen.

A torre foi construída no século XIII para servir de posto avançado de defesa do castelo assaz mais importante de Ehrenfels, no lado direito do Reno.

A palavra mausen significa pegar ratos, e sobre tudo espreitar.

As palavras Maut e Mautturm significam respectivamente pedágio e a Torre do Pedágio.

O nome final de Mäuseturm deve ser interpretado como a Torre do Pedágio de Ehrenfels.

A torre teria sido construída por Dom Hatto II, arcebispo de Mogúncia no século X.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Maintenon: mero sonho ou quintessência da realidade bem vivida?

Maintenon foi sendo construído entre os séculos XII e XVII
Maintenon foi sendo construído entre os séculos XII e XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O castelo de Maintenon, não longe de Paris, mais parece tirado de um sonho, ou de um conto de histórias fabulosas.

Porém é uma dessas realidades que passam a quintessência viva da realidade.

Bem entendido, quando a realidade não é deformada pelas monstruosidades modernas.

A construção do Castelo de Maintenon ocorreu entre os séculos XII e XVII.

A torre de menagem retangular e imponente é a parte medieval que se mantém em pé fidalga e desafiante até hoje.

Ela data do século XIII.

Maintenon: castelo de incomparável refinamento.
Ainda hoje o acesso ao corpo principal do castelo se faz por uma ponte, outrora levadiça, flanqueada por duas torres defensivas.


A partir de 1509, as reformas deram ao castelo seu estilo Renascença e seu incomparável refinamento.

O castelo parece ter abandonado a esfera do terreno para entrar numa outra esfera, que alguns podem chamar de sonho.

Porém, é bem uma trans-esfera que fica pouco aquém da fronteira do sobrenatural.

Maintenon: sucessivas famílias nobres o embeleçaram
Maintenon: sucessivas famílias nobres o embeleçaram
Um exemplo disso é dado pela ruínas de um aqueduto que deveria atravessar o jarddim.

O rei Luís XIV ordenou a construção do aqueduto com a finalidade de levar água até Versailles.

Porém, as guerras impediram a conclusão e o aqueduto ficou pela metade e derruiu em parte.

Entretanto, as ruínas contribuem poderosamente para lhe dar um imponderável extra-temporal, de um local de sonho.

Veja vídeo
Maintenon: sonho ou
realidade cristã
bem vivida?

A França foi um país que quintaessenciou tanto, tanto, tanto, que palácios, castelos, modas, músicas, tecidos, maneiras, tipo humano, tudo o que ela produziu parece sonhado.

Os jardins foram desenhados pelo famoso André Le Nôtre, jardineiro de Versailles.

Sucessivas gerações de famílias nobres, entre as quais, a família de Noailles, engrandeceram e embelezaram o castelo que se transformou numa residência quase real.

Luís XIV vinha a encontrar sua esposa, “secreta” mas legitima, Madame de Maintenon.

Maintenon: galeria com as figuras históricas da família de Noailles
Maintenon: galeria com as figuras históricas da família de Noailles
A família de Madame de Maintenon legou, posteriormente, por via de casamento o castelo à família de Noailles.

Tudo na França católica de antes da Revolução Francesa é um triunfo da fantasia ordenada pela lógica e pelo espírito de requinte.

De fato, quando os homens resolveram sonhar, a França surgiu com toda sua fisionomia.

Maintenon é uma das tantas provas palpáveis nesse sentido que pode ser visitada à vontade perto de Paris.





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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Castelo de Suscinio: afirmatividade, personalidade e combatividade

Castelo de Suscinio: fortaleza "de verão"
Castelo de Suscinio: fortaleza "de verão"

Próximo de uma praia na localidade de Sarzeau (Morbihan, França), o castelo de Suscinio projeta sua imponente figura.

Ele foi construído na segunda metade do século XIV para servir de residência de verão aos Duques da Bretanha.

Seu nome deriva da palavra bretã Ziskennoù, que significa “local de repouso para os viajantes”, ou “local onde se desce”.

A Bretanha está rodeada de mares, recifes e falésias perigosíssimas.

O perpetuo rumor do mar é sua música de fundo. Os seus múltiplos portos são um refúgio necessário.

Iniciado pelo duque de Bretanha, Pierre de Dreux, em 1218, Suscinio serviu de início como residência para os períodos de caça.

Seus descendentes, João I o Vermelho, João IV e João V aumentaram muito o castelo, construindo no século XV até casamatas para peças de artilharia.

A Bretanha era um ducado virtualmente independente ligado ao Reino da França por laços bastante genéricos.

Até que a última herdeira dos Duques, Ana de Bretanha (1477–1514), casou com o Rei da França Luis XII no castelo de Langeais, após inúmeras peripécias políticas, guerras, tentativas de casamento fracassadas, viuvezes e intrigas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Azay-le-Rideau: suprema harmonia de leveza, solidez, sonho e raciocínio

Azay-le-Rideau refletido na água ganha em beleza
Azay-le-Rideau refletido na água ganha em beleza
As águas plácidas do laguinho tão marcado pelo azul do céu e pelas árvores frondosas, refletindo o castelo de Azay-le-Rideau transmitem uma sensação paradisíaca.

Aquilo que é espelhado pela água toma um caráter de beleza celeste, de sonho, de irreal, de mundo das maravilhas, para dizer tudo numa palavra só, de paraíso perdido.

Tudo quanto se reflete ganha em beleza.

Azay-le-Rideau dá uma imagem de si mesmo sobre a água que vai muito além de sua beleza real, aliás, nada pequena.

Porém, sua maior beleza está na ideia originalíssima de construí-lo numa minúscula ilha sobre o rio Indre.

Azay-le-Rideau flutua todo leve sobre a água: ele é uma fantasia, uma coisa irreal, é um sonho.

O palácio merece ser considerado numa noite bonita de luar com as janelas, as mansardas, tudo aceso.

Podemos imaginar saindo de dentro os ecos de uma festa: os risos, a música, os perfumes, as luzes que tremem sobre o espelho d’água.

Tem-se a sensação de uma nau em que se leva uma vida de elevação, de requinte, de distinção, de nobreza, de grande classe.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Coca e o castelo ideal que está nos possíveis de Deus

Castelo de Coca: é como se acima dele pairasse um super-castelo.
Castelo de Coca: é como se acima dele pairasse um super-castelo.

O castelo de Coca, situado na província de Segóvia, Espanha, foi construído no século XV e é propriedade da Casa de Alba, uma das mais augustas famílias nobres da Espanha, que o emprestou ao Governo espanhol até o ano 2054.

Castelo de Coca: antiga ponte levadiça e grade defensiva
Castelo de Coca: antiga ponte defensiva e grade de ferro
Ele repousa num meandro do rio Voltoya, rodeado por um largo e profundo fosso.

Foi feito em tijolo por razoes decorativas, mas a pedra aparece em muitas partes.

O sistema defensivo prevalece sobre outras considerações e consta de três partes: o fosso e dois recintos amuralhados com torreões.

Uma ponte defensiva que passa sobre o fosso e leva ao primeiro recinto amuralhado.

Mas a defesa não para ai: quem entra encontra ainda um obstáculo importante: uma porta em forma de grade de ferro que fecha a passagem rumo ao pátio de armas.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fontaine-Henry: antecâmara do Paraíso terrestre?

Castelo de Fontaine-Henry: antecâmara do Paraíso terrestre
Castelo de Fontaine-Henry: antecâmara do Paraíso terrestre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Europa medieval foi um mito que se realizou.

A Religião Católica transformou um continente povoado de bárbaros e romanos decadentes em um seminário do Céu.

Os valores que os castelos encarnam são, no fundo, valores religiosos.

Porque eles são símbolos.

O lado simbólico é muito mais importante que o lado prático e que o lado estético.

É por isso que nos agradam tanto.

Símbolos do quê?

Do Paraíso Celeste, por exemplo.

Como assim?

O Paraíso Celeste é um lugar material. Nele viveram Adão e Eva antes do pecado original e nele viverão os bem-aventurados durante a eternidade.

É um lugar onde Deus instalou coisas magníficas, castas e santas, para o homem viver imerso nelas.

É um mundo feito de matéria, mas de uma matéria que fala de Deus.

O castelo de Fontaine-Henry, em Calvados, na região da Basse-Normandia, França, é um exemplo disso.

Castelo de Fontaine-Henry: reencenação histórica
Fontaine-Henry: reencenação histórica
O castelo pertence à mesma família há perto de dez séculos.

Jamais foi vendido, embora os nomes familiares tenham sido trocados em razão de casamentos.

As famílias de Tilly, d’Harcourt, de Morais, Boutier de Château d'Assy, de Montécler, de Marguerie, de Carbonnel, de Cornulier et d’Oilliamson foram passando de mão em mão a propriedade através de mil anos.

Sabe-se da existência no local de uma fortaleza no início do século XI.

Fontaine-Henry: decoração familiar nobre
A família de Tilly fez um novo castelo entre os anos 1200 e 1220, do qual ainda subsistem algumas salas.

Castelo de Fontaine-Henry: reencenação histórica
Fontaine-Henry: reencenação histórica
O castelo ficou arruinado na Guerra dos Cem Anos, a qual foi felizmente concluída com a intervenção providencial de Santa Joana d’Arc.

A família d’Harcourt assumiu a reconstrução, que durou até 1560.

O castelo de Fontaine-Henry reflete diversos estilos – desde o gótico inicial, passando pelo gótico flamboyant, até chegar à Renascença.

Destaca-se o telhado de 15 metros de altura, o mais alto dos castelos da França.

Algumas reformas foram feitas nos séculos XVIII e XIX.

Habitado atualmente pela nobre família proprietária, o castelo está inteiramente mobiliado e abriga uma notável coleção de quadros de grandes pintores.

A milenar continuidade da propriedade é uma imagem terrena e transitória da imutável estabilidade da eternidade.

Ali toda insegurança estará banida.

A alegria da posse definitiva da bem-aventurança inundará as almas dos justos.

Em Fontaine-Henry o teto altíssimo aponta para o Céu como que dizendo:

“Vocês acham que eu só belo?

“Minha beleza não é nada, olhem para o alto!

“Ali está o segredo de meu encanto”.




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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Val: castelo da “Bela adormecida”, ou ápice de realidade bem pega?

Val: castelo que parece feito para a “Bela adormecida”
Val: castelo que parece feito para a “Bela adormecida”

O castelo de Val dominava outrora o vale. Construído no século XIII perto de Lanobre (Cantal, França), hoje está isolado numa ilha criada por uma barragem.

A água toca o pé das muralhas, conferindo-lhe uma inusitada beleza.

O feudo de Val pertenceu às famílias de Tinières e de Pierre de Pierrefort.

Guillaume IV d'Estaing, nascido em 1397, fez levantar o castelo atual.

A família o conservou até Guillaume V d'Estaing, nascido em 1529.

Depois deles, um certo número de famílias nobres foram herdando o castelo, até que em 1946 a família d'Arcy foi expropriada com o argumento do alagamento do vale pela barragem.

Finalmente, o nível das águas não subiu tanto e o castelo não foi engolido. Teria sido um crime.

Ele ficou nas mãos da empresa estatal de energia, que o deixou abandonado, tendo sido saqueado.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vitré: super-castelo sublimado, reflexo de Deus

Para além da realidade, Vitré sugere um trans-castelo que existe numa trans-esfera
Vitré sugere um trans-castelo que existe numa trans-esfera além da realidade
Vitré é um castelo-palácio fortificado na Bretanha, França.

O primeiro castelo, em pedra, foi construído no século XI pelo Barão Robert I de Vitré sobre um promontório rochoso que domina o vale do Vilaine.

Por volta do ano 1000 foi substituído por um castelo de madeira, até que no século XIII o Barão André III lhe deu a sua forma atual.

O domínio passou em razão de casamentos para a família dos Condes de Laval, que aperfeiçoaram as defesas da fortaleza.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O castelo de Guimarães: nobre, de proporções distintas, sem nada de agressivo

Castelo de Guimarães





O castelo de Guimarães, em Portugal, localizado no distrito de Braga, tem uma certa nota da suavidade lusa.

É preciso ter estado em Portugal ou ter nas veias sangue português — e, por extensão, brasileiro — para poder saboreá-lo bem.

Esse castelo, todo de pedra, é um encanto.

Seu aspecto exterior é muito nobre, com desenhos bastante harmoniosos.

As proporções são muito agradáveis, sem apresentar nada de agressivo e sabendo guardar bem as distâncias e as hierarquias.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Josselin: charme, requinte e amor à milenar história bretã

Castelo de Josselin renaceu várias vezes
Castelo de Josselin renaceu várias vezes

Na maioria dos casos, a história de um castelo está ligada intimamente à história de uma família, com seus altos e seus baixos.

É o caso também do castelo de Josselin e a família dos príncipes de Rohan, que o possuem até o dia de hoje.

O castelo de Josselin (Morbihan, Bretanha, França) foi fundado por Guéthénoc, visconde de Porhoët, de Rohan e Guéméné, da família dos condes de Rennes, por volta de 1008.

O local tinha grande importância militar e comercial, pois dominava o rio Oust.

A região é muito visitada pela romaria que se realiza desde o século IX à Basílica de Nossa Senhora de Roncier. É a maior romaria da região, depois da de Sainte-Anne-d'Auray.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Maintenon: castelo de requinte e sonho

Maintenon aparece como um sonho cheio de realidade
Maintenon aparece como um sonho cheio de realidade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há perfumes tirados por sucessivas destilações, preparações e acréscimos a partir de uma substância quintessenciada, tão agradável, fina, e extraordinária, que quase não tem mais nada de comum com a flor.

As vezes dizem “perfume de tal flor”. Mas, a flor foi desintegrada e deu uma coisa muito melhor.

Trata-se de perfumes tão finos, raffinées e excelentes, que perdem contato com a realidade.

Veja vídeo
Maintenon: sonho ou
realidade cristã
bem vivida?
Mais parecem com um sonho de coisas que não existem do que com a quintessência viva da realidade.

Maintenon tomou forma quando a França decidiu sonhar
Maintenon tomou forma quando a França decidiu sonhar
Um país que quintessenciou tanto, tanto, tanto, que palácios, castelos, modas, músicas, tecidos, maneiras, tipo humano parecem sonhados: é a França de antes da Revolução Francesa.

Aquilo tudo é um sonho. Quando os homens resolveram sonhar, a França surgiu com sua fisionomia.

Um dos muitos exemplos disso é o castelo de Maintenon.

Já o nome é de castelo de um outro mundo.

Esse sonho satisfaz de tal maneira um desejo da alma humana, que os turistas vivem abarrotando a França, vindos do mundo inteiro.

Maintenon: ambiente interno do castelo, marcado pela nobre família Noailles
Maintenon: ambiente interno do castelo, marcado pela nobre família Noailles
Maintenon pertenceu à esposa segunda, legítima mas morganática, de Luís XIV, que era Madame de Maintenon. Ele deu para ela esse castelo.

É um castelo em estilo original medieval construído numa ilha.

Em volta onde havia canais e lagoas foram escavados fossos segundo a arte de guerra medieval.

É uma beleza de castelo e muito bom para a família feudal passarem a noite, porque recolhiam tudo dentro da ilha. Se fossem atacar a ilha, os canais ajudavam.

Em Maintenon se deu um fato histórico. O rei legítimo Carlos X fora destronado em 1848 por uma revolução meio republicana e teve que fugir da França. No caminho parou em Maintenon.

Carlos X passou uma noite tranquilíssima no castelo, e no dia seguinte partiu até o porto, para pegar um navio que o levaria para Inglaterra.

Na hora da despedida, o rei em desgraça a tropazinha de fiéis formar em estilo militar, para um último adeus.

No fundo era um adeus à legitimidade, foi uma coisa tremenda.

Carlos X foi passando montado a cavalo para receber a continência da tropa.

Então, um soldado saiu das fileiras, pôs-se diante dele e olhou para ele.

Então o rei disse em tom de reprimenda militar:

‒ O que é que você faz aí?

‒ “Eu quero vos admirar por uma última vez, majestade!”

Carlos X não disse nada.

Aquele homem admirou o rei o quanto quis e daí a um instantinho as vias das vidas dos dois se separaram. O soldado voltou para casa, para a vidinha dele, e Carlos X foi para as amarguras do exílio.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, datas diversas. Sem revisão do autor.)



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