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terça-feira, 7 de setembro de 2021

BURG ELTZ (II): harmonia entre o atarracado e o fantasioso, entre o militar e o aconchegado

Armonia da cultura com a natureza, do criado com o Criador
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








No castelo há uma inegável harmonia que vem dos jogos dos torreões e da base, e muito do jogo de proporção entre a secção e a altura.

Nessa proporção o possante aparece delicado.

Depois de ter derrubado as árvores, deitado as garras no chão, e impedido a vegetação de crescer, o castelo ao longo dos séculos ficou ligeiramente sonolento e risonho na boa vizinhança das árvores que venceu.

E as árvores se colocam ao lado dele como junto a um protetor.

Há uma verdadeira coexistência entre o mato e o castelo, e pacífica, de uma coisa que não forma um unum, mas que tem uma junção muito agradável. Não há um choque, mas uma junção muito agradável.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

BURG ELTZ (I): beleza sóbria, discreta e majestosa; encantador equilíbrio entre o espontâneo e o planejado

Poesia e mistério no castelo alemão de Burg Eltz
Poesia e mistério no castelo alemão de Burg Eltz
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









O castelo de Burg Eltz apresenta uma verdadeira charada.

A floresta dá a impressão de brotar num chão lindo, onde não tem poças de água, aranhas, bichos correndo, cobras, nem nada disso.

Mas um chão limpo, claro, onde só há a poesia de algumas coisas mortas ou abandonadas, pequenas trepadeirinhas com rosinhas, umas framboesas escondidas. 

E misteriosa.

A natureza toda é muito limpa, mas a floresta é misteriosa. 

Daria para aparecer ali um daqueles anõezinhos de conto de fada, mas também Santa Isabel de Hungria, Santa Cunegundes, Santo Henrique, etc., etc.