quarta-feira, 17 de julho de 2019

Suze-la-Rousse soma da História da civilização europeia

De início foi um quartel romano e depois uma formidável fortaleza medieval
De início foi um quartel romano e depois uma formidável fortaleza medieval
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O castelo de Suze-la-Rousse é uma fortificação feudal do século XI sobre a qual foi construída uma residência senhorial de estilo renascentista no século XVI.

Ele fica situado em Suze-la-Rousse, no Drôme em plena região vinícola de Côtes du Rhône.

O edifício encontra-se em perfeito estado, e abriga uma "Universidade do Vinho", desde 1978. Trata-se duma entidade privada dedicada ao ensino e estudo da enologia.

Acumula, portanto, as marcas de todas as eras históricas da Europa civilizada, dos romanos até nossos dias.

Nos tempos romanos, o local do castelo foi ocupado por um castro, quartéis militares em que as legiões de Roma se estabeleciam em terras conquistadas. Com o tempo viraram centros de novas cidades.

Em 793 o Imperador Carlos Magno fez doação das terras em redor de Orange (das quais Suze dependia) ao seu primo Guillaume de Gellone ou Guillaume au court nez.

Em 1173 Tiburge Ire d'Orange, filha do Conde Raimbaud II d'Orange e descendente de Guillaume, casou com Bertrand I des Baux.

Na Renascença e no ancien régime virou luxuosa residência
Na Renascença e no ancien régime virou luxuosa residência
Ele mandou construir um castelo forte militar meio incrustado na rocha ocre.

Esta estrutura, situada numa colina que domina a aldeia de Suze no coração de 1600 hectares de vinha de Côtes du Rhône aos quais a região é dedicada.

Estava dotado de gigantescas muralhas defensivas, de profundos fossos e duma ponte levadiça, de ameias e de um poço de 34 metros, possuindo ainda a Capela Saint-Turquois.

O nome Suze acrescentou “la-Rousse”, tirado do celta “luz”" (lugar elevado) e “La Rousse”, que evoca a bela cabeleira ruiva de Marguerite des Baux e o tom avermelhado das pedras e rochas do castelo.

Em 1551, o bispo de Orange mandou construir um notável pátio de honra (cour d’honneur) em estilo renascentista que transformou a fortaleza numa grande residência de recreio.

Em 1564, François de La Baume-Suze, governador da Provence e chefe das tropas católicas do Bas-Dauphiné durante as guerras de religião, mandou construir um jeu de paume por ocasião da passagem da rainha de França regente Catarina de Médici e do seu filho, o Rei Carlos IX.

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, a família de Baume-Suze embelezou o castelo de forma sumptuosa: decorações pintadas e estucadas e chaminé monumental, grande escadaria de honra monumental e Capela Saint-Michel, salas de armas, salão octogonal e sala de comer decorada com gipsitarias.

Porém, durante a Revolução Francesa o castelo foi torpemente saqueado pela chusma revolucionária que sempre procura a degradação.

Hoje pertence a uma obra de caridade e alberga uma Universidade do Vinho
Hoje pertence a uma obra de caridade e alberga uma Universidade do Vinho
Éliane Isnard última Marquesa Isnard-Suze ficou sem herdeiros e, à sua morte, em 1958, legou o seu castelo a uma associação de caridade, a Fundação dos Orphelins Apprentis d’Auteuil.

Em 1978, a Universidade do Vinho privada de Suze-la-Rousse instalou-se no segundo andar do palácio e nas antigas cavalariças,

O jardim apresenta um roseiral e uma coleção de 70 castas diferentes, francesas e estrangeiras, num parque arborizado de 23 hectares de azinheiras, pinheiros-mansos e bordos.




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