quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Castelo dos cruzados atrai crescente interesse

São João de Acre: fortaleza dos monges-cavaleiros hospitalários
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Escavações recentes em São João de Acre, cidade da Galiléia de 50 mil habitantes, desvendaram uma cidade da era dos cruzados.

A prefeitura vai abrir ao público um bairro inteiro da Idade Média, quando Acre era a porta de entrada dos cruzados que iam libertar ou proteger Jerusalém.

A cidade foi conquistada pelos cruzados em 1104 e se tornou um centro de soldados e peregrinos católicos, que defendiam Jerusalém dos infiéis muçulmanos que ocuparam a região por volta do ano 632.

O bairro cruzado ficou tal como era em 1291, quando Acre foi conquistada subitamente por muçulmanos egípcios.

— É como uma Pompéia dos tempos romanos. É uma cidade inteira — maravilha-se o arqueólogo Eliezer Stern, da Autoridade de Arqueologia de Israel.

São João de Acre: muros e porto

Muitos turistas são atraídos pelos prédios medievais já conhecidos, como a fortaleza dos cavaleiros hospitalários, que inclui salões e pilares suntuosos, calabouços e um túnel que comunica com a cidadela dos templários. Há prédios inteiros, ruas originais e utensílios usados pelos cristãos medievais.

Sob poder dos cruzados, a cidade se tornou um centro de monges e soldados.  

Entretanto, a decadência moral pesou para que Acre caísse nas mãos dos muçulmanos em 1291.

Outras escavações desvendaram ruínas da que foi uma das primeiras igrejas da Terra Santa e talvez a residência do bispo Aeneas, de Acre, que participou em 325 do Primeiro Concílio de Nicéia.

Esse concílio delineou os rumos da Igreja Católica logo depois que o imperador romano Constantino I adotou a fé em Jesus Cristo e encerrou a era das perseguições.

No inicio do cristianismo, São João de Acre foi um grande centro de cultura católica. 

Nos arquivos do Vaticano se encontram escritos de um peregrino anônimo de Piacenza, Itália, que visitou a cidade em 570 e descreveu a beleza de suas igrejas.




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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Torre de Belém: beleza artística e utilidade militar

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A Torre de Belém, em Lisboa, de tal maneira causa a impressão de ser um castelo, e não uma simples Torre, que até se poderia perguntar como uma Torre pode ser tão bela!

Ela ostenta a pompa e a imponência de um castelo de conto de fadas, com sua pedra branca que brilha ao sol.

As paredes da Torre são lisas, mas a monotonia delas é remediada pelas pequenas janelas geminadas, divididas por um arco gracioso, e o terraço. Também ajudam a quebrar a monotonia as guaritas, bem nos ângulos da Torre.

Temos então reunidos, numa superfície pequena, uma sobrecarga de ornatos que lembra uma caixa de joias, um escrínio. Assim, ficamos com a sensação de uma harmonia perfeita.