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Quarto da rainha Luisa de Lorena |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
É próprio de a nobreza cultivar um estilo de vida que procura a distinção, o bom gosto e a sublimidade.
Este estilo é comunicado como que por osmose às populações que vivem em volta do nobre.
Nada a ver com a proliferação de peças artísticas num morto museu hodierno.
Lá vivia-se e, em alguns casos, vive-se numa ante-sala do Céu convidando a todos a aspirar às grandezas de nossa última e definitiva moradia.
O castelo de Chenonceaux é um exemplo destacado desta missão da nobreza e de seu estilo de vida.
Nas confusas origens das guerras feudais encontra-se um registro do século XI que nos fala da existência de um castelo originário, um simples manoir.
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A ponte era usada pelos camponeses para levar produtos e gado. Hoje é uma das galerias mais visitadas do mundo. |
Registros de séculos posteriores falam de um moinho fortificado no local.
A fortaleza controlava algo muito importante: a circulação pelo rio Cher.
Não existia ainda a ponte, mas o local era propício para os pastores e camponeses, comerciantes, trovadores, vendedores ambulantes e saltimbancos atravessarem o rio.
Esse, aliás, era uma artéria preciosa para o transporte de mercadorias e para o comércio.
Não seria de espantar que os senhores feudais cobrassem taxas aos estrangeiros. Os aldeões ligados pelos vínculos da feudalidade já tinham seus acordos.
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Quarto no andar superior onde moravam os nobres. |
Em 1432, Jean II Marques refez um novo castelo e um moinho fortificado sobre os fundamentos da fortaleza arrasada.
A torre de menagem (la Tour des Marques) foi recuperada e pode ser visitada, é a parte mais genuinamente medieval do conjunto.
Após muitos litígios judiciários, Chenonceaux recaiu em Thomas Bohier ministro do rei que entre 1513 e 1521 iniciou a construção do atual castelo.
Mais algumas voltas da história e o castelo passou para a Coroa que construiu a ponte que constava nos planos originais.
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Quarto dito "Câmara das Cinco Rainhas" |
Entre eles, menciona-se a rainha viúva Luisa de Lorena, esposa de Henrique III assassinado em 1589.
A rainha viveu em Chenonceaux até sua morte rodeada de religiosas.
Assim, o castelo que teve um período em que chegou a ser residência de uma favorita do rei Henrique II, transformou-se numa espécie de convento.
Um aposento especial estava reservado para as filhas e as noras da rainha Catarina de Médici: a chamada Câmara das Cinco Rainhas (Maria Stuart, Margarida da França, Luisa de Lorena, Isabel de Áustria e Isabel de França).
Após a Renascença, o castelo voltou a mãos de particulares, e assim permanece até hoje, através de muitas peripécias, sendo a residência particular mais visitada da França.
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Um dos salões do primeiro andar. A vida nobre é conatural com a vida do campo. |
A mobília permite apreciar o tom que nobres, aristocratas e príncipes reais comunicavam à vida quotidiana.
O exemplo edifica e convida à elevação moral e cultural da vida familiar e social.
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