terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Castelo feudal: residência de um pequeno “rei” local

Les Milandes, França
Les Milandes, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Na Idade Média, o rei era a personificação do Estado, a pessoa mais alta de toda a sociedade feudal.

Mas quando comparamos o rei da França com, por exemplo, o duque da Normandia ou com o duque da Bretanha, vemos nesses duques uma miniatura do rei.

Eles são, em âmbito menor, tudo aquilo que o rei é em âmbito maior.

E se considerarmos um nobre de categoria inferior, ele é uma miniatura do duque da Normandia.

E por esse processo, de miniatura em miniatura, chegamos até o último grau da hierarquia feudal.

No que consiste propriamente este laço feudal?

O rei de França, por exemplo, desmembrava seu reino em feudos, e dava a cada senhor feudal uma parcela do poder real de que ele era detentor.

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Joias medievais
da Bretanha

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O imperador Carlos Magno precisava defender as fronteiras da Cristandade das invasões muçulmanas na fronteira com a Espanha pelo Oeste, e dos saxões e outros povos pagãos na atual Alemanha pelo Leste; além dos problemas com os nórdicos pagãos, das revoluções dos lombardos e das invasões maometanas na Itália pelo Sul.

Ele não podia estar em todo lugar ao mesmo tempo.

Então criou “marcas” – ou outras denominações equivalentes – que eram territórios sob o comando de um “marquês” com força militar para resistir.

Crupet, Bélgica
Crupet, Bélgica
Outras vezes, o feudo nasceu como uma realidade determinada pelas circunstâncias.

O senhor feudal de Lourdes era um muçulmano invasor. Não tinha jeito de tirá-lo de lá.

Afinal, ele se converteu, pôs seu território sob a proteção de Nossa Senhora, e Carlos Magno o reconheceu como senhor feudal de Lourdes.

Com essas concessões reais, o senhor feudal não era apenas uma miniatura do rei, mas participante do poder real.

Ele tinha, portanto, parte no poder real.

Ele era, por assim dizer, uma extensão do rei.

É miniatura no sentido de que é uma parcela, e não apenas porque possua tamanho menor e se lhe pareça.

Essa ligação que o senhor feudal tem com o rei faz dele uma espécie de desdobramento do próprio rei.

E os castelos dos nobres, naturalmente, fazem lembrar o castelo do rei, e viceversa.




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