Antiga residência bretã da Madame de Sévigné, é um palácio rural gótico do século XV, nas proximidades de Vitré. Possui uma capela octogonal, construída pela Marquesa em 1671, cavalariças e uma ala de serviço acrescentada no século XVIII.
O jardim à francesa foi criado em 1689 e restaurado em 1982. Madame de Sévigné, possuidora de vários domínios, permaneceu por longos periodos no Château des Rochers. Nesta propriedade escreveu um grande número das famosas cartas endereçadas à sua filha.
A propriedade ainda pertence aos descendentes distantes dos Sévigné. Pode visitar-se a capela e um parte do palácio, onde há retratos da família e alguns objetos da Marquesa.
Talcy
No Vale do Loire, foi encomendado em 1520 por Bernardo Salviati, banqueiro florentino ligado com a família Médici.
No castelo existe a “chambre de la Médicis”, onde Catarina de Medici e o seu filho Carlos IX planearam o Massacre do dia de São Bartolomeu, a 28 e 29 de Junho de 1572, que significou um forte freio ao incêndio huguenote.
Beaumaris Castle
Em País de Gales, foi construído pelo rei Eduardo I de Inglaterra para conquistar o norte de Gales. Começado em 1295 nunca foi concluído.
O castelo tem uma doca de maré, permitindo-lhe ser abastecido diretamente pelo mar e é rodeado por um fosso cheio de água. As defesas incluem numerosas seteiras engenhosamente situadas e as entradas são protegidas por “buracos assassinos”, a partir dos quais podiam ser derramadas substâncias como óleo quente sobre as forças inimigas. Os atacantes do Beaumaris Castle teriam encontrado 14 obstáculos separados e quatro linhas de fortificação resultantes de “paredes dentro de paredes”.
No século XIV as muralhas exteriores foram ameadas. Beaumaris não sofreu uma destruição deliberada durante a Guerra Civil Inglesa.
Eu
O condado de Eu foi criado em 996 por Ricardo, neto de Rolando, para defender a Normandia.
Em 1180, São Laurent O'Toole, arcebispo de Dublin e legado do Papa, ali faleceu. Em 1430, durante a Guerra dos Cem Anos, Joana d'Arc, aprisionada em Compiègne pelos ingleses e conduzida a Ruão, passou por Eu, onde passou a noite.
No final do século XVI, o duque Henrique I de Guise iniciou a construção de um novo e vasto castelo. No século XVII, foi residência da famosa Grande Mademoiselle, duquesa de Montpensier e prima de Luís XIV. A Grande Mademoiselle enriqueceu-o e decorou-o.
No século XIX, passou aos duques de Orléans que o restauraram. Foi residência da Família Imperial Brasileira no exílio. Gastão de Orleans, Conde d'Eu, residiu em Eu com a princesa Isabel do Brasil, e três filhos. Os seus descendentes residiram no castelo até 1945.
Na década de 1940, os Orleans e Bragança venderam o castelo a Assis Chateaubriand. Em 1961 foi adquirido pelo governo francês. Abriga o Museu Luís Filipe que guarda também peças da Família Imperial Brasileira.
Loches
No Vale do Loire em França, construído no século IX cerca de 500 metros acima do rio Indre.
Concebido por Henrique II de Inglaterra e o seu filho, Ricardo Coração de Leão durante o século XII, foi capturado pelo Rei Filipe II em 1205 que o transformou numa grande fortaleza militar. Foi residência favorita de Carlos VII de França.
Durante a Revolução Americana, a França que lutou contra a Inglaterra utilizou o castelo como prisão para os ingleses.
O tufão do ódio anti-monárquico da Revolução Francesa saqueou-o e danificou-o severamente. Ainda hoje há partes visíveis apenas como ruínas malgrado as restaurações.
Quéribus
Na região de Languedoc-Roussillon, na França. Último baluarte cátaro conquistado pelos cruzados em 1255.
Queribus é um do “cinco filhos de Carcassonne”, junto com Aguilar, Peyrepertuse, Termes e Puilaurens: cinco fortes estrategicamente erguidos para defender a fronteira francesa contra a Espanha.
Peyrepertuse
Impressionante “ninho de águia”, na região de Languedoc-Roussillon, na França, vigiava os vales circundantes e controlava os desfiladeiros podendo se comunicar-se por sinais com o castelo de Quéribus, um pouco mais ao Sul.
O local foi ocupado pelos Romanos no século I a.C. As primeiras referências medievais são do ano de 806, quando ele pertencia à Catalunha. O castelo integrou o condado de Barcelona, e depois o viscondado de Narbona. Pelo Tratado de Corbeil em 1258 o Languedoc ficou com a França.
Na época da Cruzada contra os heréticos albigenses pertenceu a Guillaume de Peyrepertuse, excomungado em 1224. Ele se submeteu após o cerco de Carcassonne. São Luís reforçou o castelo em 1242, acrescentando-lhe o “torreão de San-Jordy”. O conjunto era uma das fortalezas reais ‒ os “cinco filhos de Carcassonne” ‒ que defendiam a fronteira francesa. Na época da Revolução Francesa foi abandonado, caindo em ruínas.
Amboise
Construído num promontório com vista para o Loire, substituído na Idade Média por uma ponte, no século XI, Fulques III o Negro, Conde de Anjou, reconstruíu a fortaleza. Em 1434, o edifício foi adicionado por Carlos VII aos bens da Coroa, depois do seu proprietário, Louis d'Amboise, ter sido acusado de conspiração e executado em 1431. O castelo foi um dos favoritos dos reis franceses.
Carlos VIII, que aqui nasceu e faleceu, fez extensas reconstruções no estilo do gótico flamboyant francês tardio. Depois de 1495 empregou mestres pedreiros italianos, Domenico da Cortona e Fra Giocondo, que aplicaram alguns dos primeiros motivos decorativos renascentistas.
Montségur
Na região do Midi-Pyrénées na França. A 1.207 metros acima do nível do mar ficou célebre pois na montanha houve uma aldeia fortificada onde foi esmagada a fanática heresia cátara em 1244.
Em 1215, o Quarto Concílio de Latrão denunciou a fortificação cátara como reduto de heréticos. Entre 1243 e 1244, Hugues d’Arcis, senescal de Carcassonne e o arcebispo de Narbonne, conduziram a cruzada, e após audaciosa escalada noturna puseram fim ao ninho de subversão e imoralidade. Os cátaros que não abjuraram seus erros pereceram na fogueira.
O castelo atual é obra do Marechal da Fé Guy II duque de Lévis que desejava a nunca mais os heréticos abusassem do local. No século XVII, perdida a sua função estratégica, mergulhou em ruínas. Mas nos séculos XIX e XX procedeu-se à sua restauração.
Montsoreau
Construído em 1455 por Jean de Chambes, conselheiro de Carlos VII na margem do rio Loire, controlava o tráfego entre os rios Chinon e Saumur.
No século XIX o castelo estava abandonado e em ruínas, sendo hoje objeto de extensas obras de renovação.
Castelos em seu email
Troussay
É um dos menores castelos do Vale do Loire. A primeira pedra da mansão foi colocada por volta de 1450, quando Robert de Bugy, escudeiro do rei Francisco I da França, era o senhor feudal.
No século XVII, o domínio foi equipado com áreas comuns e duas alas, enquanto um magnífico jardim formal foi estabelecido. O castelo pertence à família dos proprietários do castelo de Cheverny.
Caernarfon Castle
Construído pelo rei Eduardo I de Inglaterra em 1283, em posição dominante sobre as margens do rio Seiont. Tinha sido o sítio dum forte romano e, mais tarde, dum castelo do tipo madera construido cerca de 1090 por Hugh d'Avranches.
Eduardo II de Inglaterra nasceu aqui em 1284. Em 1646, durante a Guerra Civil Inglesa, a sua guarnição Realista rendeu-se às forças protestantes republicanas.
A tradição de investir o herdeiro do monarca britânico no castelo com o título de Príncipe de Gales começou em 1301 e foi repetido em 1969, com a investidura de Carlos, Príncipe de Gales.
Hoje aloja o Museu dos Fuzileiros Reais Galeses.
Rochester Castle
Na margem Rio Medway, em Rochester, Kent. É um dos mais bem preservados castelos no Reino Unido. Houve uma praça forte nos tempos romanos (cerca do ano 43). A torre de menagem e o castelo normando atual remontam ao ano 1127.
O primeiro castelo normando de Rochester foi provavelmente uma torre de madeira com paliçadas.
O Bispo Gundulf construiu o castelo de pedra. Gundulf fez a Catedral Normanda de Rochester em 1080, e a Torre Branca da Torre de Londres.
O arcebispo da Cantuária, Guilherme de Corbeil começou a construir a grande torre de menagem de pedra em 1127. É a mais alta da Inglaterra e dominou a travessia do rio nos últimos 800 anos.
Teatro de muitos enfrentamentos medievais. No século XV foi poupado pela Guerra das Rosas. Hoje Rochester está ligado ao vizinho estaleiro naval de Chatham que fabrica submarinos.
Barroux
Remonta a um castelo erguido, no século XII, em posição dominante sobre um pico rochoso, vizinha ao qual se desenvolveu a povoação.
No século XIV, o castelo foi transformado em uma magnífica fortaleza.
No século XVIII, foi abandonado, caindo em ruínas.
No início do século XX, uma família adquiriu as ruínas e promoveu a restauração às suas próprias expensas.
Na Segunda Guerra Mundial foi incendiado por tropas alemãs.
Mas a mesma família restaurou-o na década de 1960.
Bayard
Originalmente foi uma fortificação. Na era feudal, somente os Cavaleiros podiam possuir um castelo. Pierre Terrail, bisavô do famoso cavaleiro Bayard, foi o vice-senhor do senhorio de Avallon e empreendeu a construção em 1404.
Os membros da família Bayard passaram uma boa parte da sua vida a combater ao serviço do Rei de França. Pierre III Terrail, o célebre cavaleiro Bayard ali nasceu e foi criado.
MAIS Por matrimônio, o castelo ficou com a família de Noinvilles (1735). Louis-Alphonse de Noinville, emigrante sob a Revolução Francesa, foi o último Senhor de Bayard. Os seus bens foram ilicitamente apreendidos e vendidos em 1795 pelos revolucionários “democráticos”. O castelo ficou em ruínas por longo tempo. As pedras chegaram a ser usadas como material de construção.
As ruínas causadas pela Revolução Francesa foram restauradas por famílias proprietárias.
Beynes
Junto ao Rio Mauldre, na região da Île-de-France, o primeiro castelo, com fosso e muralha, foi construído no século XI.
O rio servia como linha de defesa ocidental do domínio Real, contra a Normandia. Foi tomado pelos ingleses na Guerra dos Cem Anos.
Cerca de 1450, Robert d'Estouteville transformou-o numa residência confortável, desmantelando a torre de menagem e adaptando as fortificações para a artilharia incipiente.
Beynes foi totalmente abandonado durante o bárbaro “século das Luzes” (XVIII) e foi usado como um filão de pedra para construções na aldeia.
Bonaguil
Na fronteira entre o Périgord e o Quercy, na Idade Média, Bonaguil foi sede de uma das quatro baronias do Périgord. Ele é um dos últimos exemplares de castelos-fortes no país.
A sua construção foi iniciada no século XIII, sendo inteiramente reformado no final do século XV pelo barão Bérenger de Roquefeuil. Tem uma superfície de 7.500 m², e é um verdadeiro catálogo das técnicas de fortificação medievais inclusive para resistir à artilharia.
No Renascimento, as grandes famílias seguindo o exemplo do Rei começaram a construir palácios agradáveis e deixaram as fortificações medievais para a pequena e média aristocracia.
Bonaguil encontra-se num notável estado de conservação. Nunca sofreu ataques e foi habitado até a Revolução Francesa.
Brie-comte-Robert
O castelo de Brie-Comte-Robert, na Île-de-France, foi erigido no final do século XII, quando Robert I de Dreux, era senhor de Brie. Em 1254 passou para a família de Châtillon. O castelo tornou-se uma residência de prestígio. Aqui teve lugar, em 1349, o casamento de Filipe VI de França com Branca d'Évreux-Navarre.
Ao final do século XIV, o castelo e seus domínios retornaram à Casa d'Orleães. A partir de Francisco I e Catarina de Médicis, o castelo e seus domínios foram confiados pelo soberano a alguns dos seus validos, muitos dos quais senhores italianos que deixaram o imóvel degradar-se. Em 1750, Germain-Louis de Chauvelin, senhor do castelo, cheio do espírito das Luzes demoliu as torres e as cortinas.
O duque de Penthièvre e sua filha, duquesa d'Orléans, foram os seus últimos senhores. Na Revolução francesa, o edifício foi prisão.
Couches
No antigo ducado soberano da Borgonha, o castelo protegia a estrada que ligava a Paris.
Gaudry, Senhor de Couches iniciou a construção da fortaleza no século XI, que foi ampliada pelos sucessores.
No início do século XVI o domínio passou para a Família de Rochechouart. Em 1590, a guarnição foi exterminada e a fortaleza desmantelada.
No século XIX iniciou-se a reconstrução em estilo neo-gótico. Novas obras aconteceram no século XX por conta da família proprietária.
Chateaudun
O Castelo de Châteaudun foi construído entre os séculos XII e XVI iniciado pelo Conde de Blois Teobaldo V, por volta de 1170. A Sainte-Chapelle foi construída entre 1451 e 1493.
Francisco I de Orléans-Longueville começou a construção da ala norte entre 1469 e 1491.
Durante o Renascimento foi convertido numa confortável residência cujo corpo principal é coberto pelo estilo gótico.
Caen
Construído cerca de 1060 por Guilherme o Conquistador rei da Inglaterra. Num célebre Natal em 1182 reuniram-se no castelo Henrique II de Inglaterra e os seus filhos, Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra, e mais de mil cavaleiros.
O castelo, juntamente com toda a Normandia, foi integrado na Coroa Francesa em 1204. O castelo assistiu a vários episódios da Guerra dos Cem Anos.
O feroz ódio contra a história católica da Revolução Francesa demoliu a torre de menagem em 1793, como símbolo do passado hierárquico. O castelo foi bombardeado em 1944 e seriamente danificado.
Javier
Em Navarra, Espanha, cerca de 52 quilômetros a leste de Pamplona. Nele nasceu e viveu São Francisco Xavier, filho dos senhores Javier. Por isso é o destino de uma concorrida peregrinação anual, em homenagem do santo padroeiro de Navarra, chamada “Javierada”.
O castelo remonta a uma fortificação muçulmana do século X. Após a Reconquista cristã da região, em 1236 o castelo foi entregue por Teobaldo I de Navarra a D. Adán de Sada.
Após sucessivas heranças, o castelo passou ao domínio da Casa de Villahermosa.
Ao final do século XIX, seus proprietários iniciaram a restauração. Toda a família participou com fundos próprios para restaurá-lo, edificar uma Basílica e moradias para sacerdotes e casas de exercícios.
Coria
Na província de Cáceres, Estremadura, Espanha. A primitiva ocupação do sítio remonta a uma fortificação romana.
A atual estrutura é do ano 1472, e foi iniciativa do duque de Alba. Consiste em uma torre de menagem de planta pentagonal, e o chamado “castelejo”, torre menor de planta semi-circular. O conjunto é rematado por ameias e por guaritas semicirculares. Todo o perímetro é decorado com arcos e bolas. O brasão de armas do duque encontra-se nas guaritas e sobre o portão de armas. Estilo gótico tardio. É particular.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
Por que medieval? Fortificações até mais poderosas foram construídas em muitos estilos, e até mais práticas e modernas. Palácios de governo também.
Entretanto há uma atração da beleza e uma aura de prestígio que só comunicam os prédios em estilo medieval como o castelo alemão de Hohenzollern.
No início do século XIX dele só ficavam as ruínas. Esses tocos de um castelo derruído empolgaram ao príncipe herdeiro e futuro rei da Prússia Frederico Guilherme IV.
Ele mandou refaze-lo, mas como foi dominante no século XIX apelou a um estilo arquetipizado, o neogótico, que sob muitos pontos de vista é mais maravilhoso e grandioso que seus equivalentes ou precedentes estritamente medievais.
Nasceu assim entre as cidades de Hechingen e Bisingen, no coração do Jura suábio, o atual castelo de Hohenzollern, um palácio fortificado destinado a ser residência real da Alemanha.
Em seus primórdios, pela primeira metade do século XI, os condes de Suábia erigiram um primer castelo sobre o “Monte do Povo” (Volksmund), um cume proeminente e isolado do monte Hohenzollern, a uma altitude de 855 metros, sobre Hechingen.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
O Castelo de Ussé (em francês, “Château d'Ussé”) é um palácio da famosa região do rio Loire situado na comuna de Rigny-Ussé, departamento de Indre-et-Loire, a sudoeste de Paris.
A primeira edificação no local remonta ao século XI, quando o senhor normando de Ussé, Gueldin de Saumur, fez construir uma fortificação.
Ele a rodeou com uma paliçada num terreno elevado na margem da floresta de Chinon com vista para o vale do Indre.
Ussé nasceu assim, como muitos outros castelos, como um refúgio fechado feito de troncos de árvore, com finalidade bélica, um pouco inspirado nos antigos castros das legiões romanas.
O lugar passou para a posse do Conde de Blois, que fez o primeiro edifício militar em pedra do local.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
No fundo de uma floresta do centro da França um inusual experiência arquitetônica já antevê a terminação de um castelo construído com técnicas medievais, sem concessão a instrumentos modernos, noticiou a BBC.
As torres do castelo de Guédelon iniciado em 1998 na Borgonha superaram os 15 metros de altura.
Nos bosques, lenhadores abatem as árvores que serão empregadas.
O cimento é desconhecido e mestres pedreiros lapidam as pedras.
O aço sai das forjas, e até as roupas dos operários provêm dos ateliers do castelo.
Em 2020 a construção se aproxima ao fim. O telhado está sendo concluído e a pintura dos salões internos do castelo já começou.
O jornalista Hendrik Welling da agência oficial alemã Deutsche Welle foi fazer a reportagem e acabou se alistando como voluntário nos trabalhos. Fez a experiência do que é o duro trabalho manual com os rústicos métodos medievais, mas ficou encantado.
Mais de 300.000 pessoas, sobre tudo famílias, visitam o canteiro cada ano. O trabalho manual artesanal suscita uma incrível admiração.
O mundo acadêmico acompanha com respeito. Diversos especialistas e arqueólogos acompanham de perto o surgimento de um castelo 100% medieval no século XXI.
Os desenhos foram tirados de um estilo de fortaleza popularizada no século XIII no reinado de Felipe Augusto, avó de São Luis.
O castelo vai surgindo a 200 quilometros ao sul de Paris, perto da cidade de Treigny na região da Borgonha, cheia de história e famosa pelos seus magníficos vinhos.
O projeto de Guédelon quer reproduzir fielmente todos os aspectos da vida no século XIII.
Por isso não só as técnicas de construção mas o estilo de vida medieval foi adotado pelos artesãos, engenheiros, pedreiros e todos os que querem colaborar gratuitamente com seu trabalho manual.
Hendrik Welling aprendeu a cortar a pedra, talha-la, fez funcionar o elevador (uma roda em que o homem vai caminhando dentro, fazendo-a girar e que funciona como elevador das cargas pesadas).
O vídeo de suas experiências, façanhas e reportagem está embaixo.
Nunca antes chegou a haver um castelo no local.
Guédelon é um prédio medieval totalmente do nosso milênio que ocupa 70.000 metros quadrados de superfície (7 hectares).
Por volta de quarenta artesões e empregados trabalham estavelmente.
Mas nas épocas das férias muitas dezenas de voluntários vem a colaborar gratuitamente pelo tempo que tenham disponível... e apreendem a construir como autênticos medievais.
Guédelon no início de 2020
O castelo foi começado por Guilbert, senhor de Guédelon, em 1228, com aprovação de São Luis, pelo apoio dado ao rei numa revolta de barões.
Os artistas já pensam no “depois” de concluída fortificação, e anunciam continuar com o exemplo dos castelos que eram perpetuamente ampliados e melhorados.
Muitos ensinamentos estão sendo tirados da experiência, porém o mais singular é o entusiasmo de o número de artesões e operários voluntários que querem sair da camisa de força da modernidade.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
No castelo de La Mota na cidade de Medina del Campo (Valladolid, Espanha) destacam-se as muralhas e os torreões. A torre principal é a nota dominante das muralhas.
Estas são altas, trabalhadas, belas, dignas, altivas. Mas as muralhas sozinhas não têm nada de extraordinário.
É uma muralha plácida, tranqüila que se estende como um retângulo, sem maiores movimentos. As torres estão intercaladas simetricamente, sem maior fantasia, obedecendo a uma necessidade militar, sem nenhuma preocupação estética particular.
Realçando as muralhas, vem a torre alta, imponente, desafiante. A diferença de altura e de poesia, de fantasia, de imaginação que vai da torre para os muros é enorme.
A muralha fica como um véu, ou manto, que pende da coroa da rainha que é a torre.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
A Europa medieval foi um mito que se realizou.
A Religião Católica transformou um continente povoado de bárbaros e romanos decadentes num seminário do Céu.
Os valores que os castelos encarnam são, no fundo, valores religiosos. Porque eles são símbolos.
O lado simbólico é muito mais importante que o lado prático e que o lado estético. É por isso que nos agradam tanto.
Símbolos do quê?
O Paraíso Celeste é um lugar material.
Nele viveram Adão e Eva antes do pecado original e nele viverão os bem-aventurados durante a eternidade.
Castelo de Wernigerode, Alemanha
É um lugar onde Deus instalou coisas magníficas, castas e santas, para o homem viver imerso nelas.
É um mundo feito de matéria, mas de uma matéria que fala de Deus.
E os bem-aventurados ressurretos depois do fim do mundo, passearão seus corpos ressuscitados pelo Paraíso, enquanto suas almas estarão envolvidas nos gáudios magníficos da Visão Beatífica.
I. é, da visão de Deus face a face.
Para preparar os homens para isso é necessário alimentar o espírito deles.
E isso se faz não só considerando diretamente as coisas da Religião.
Castelo de Nozet, Borgonha, França
Os homens chamados ao Céu precisam se voltar para Deus também a propósito das coisas do mundo temporal.
Portanto, do mundo da matéria, porque até no Céu empíreo e no Paraíso a matéria vai existir.
Como fazer isso sem chafurdar no materialismo grosseiro que anda por ai?
Os castelos ‒ poderíamos falar da arquitetura de igrejas, da arte católica em geral ‒ nos dão um exemplo.
Um exemplo de como elevar nossa alma a Deus através de construções feitas de matéria, mas modeladas pelo espírito.
E pelo espírito católico, o qual animado pela graça divina, é um preanuncio da vida eterna.
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
No pináculo de um rochedo, protegendo, como um guerreiro, a pequena cidade onde Nossa Senhora quis se manifestar, ergue-se altaneiro o castelo-fortaleza de Lourdes, numa posição de domínio sobre o verdejante vale que se estende a seus pés.
Como fundo de quadro, nos confins do horizonte, parecendo desafiar o castelo-fortaleza, sobressaem grandiosas montanhas nevadas - contrafortes dos Pirineus.
Também conhecido como “Castelo do Conto de Fadas”, localiza-se próximo de Honau, em Baden-Württemberg, Alemanha.
Remonta a cerca de 1200. A fortificação medieval dos senhores de Lichtenstein foi por duas vezes destruída durante a Guerra do Império.
Em 1802 as ruínas passaram para o rei Friedrich I de Württemberg que fez erguir um pavilhão de caça. O atual castelo surgiu entre os anos de 1840 e 1842 obra de Wilhelm I, duque de Urach, conde de Württemberg. O estilo é neo-gótico. Os duques de Urach conservam sempre a propriedade.
Marksburg
Junto ao rio Reno, é o único castelo medieval do Médio Reno que nunca foi destruído.
Foi construído para proteger a cidade de Braubach e reforçar as facilidades aduaneiras. Por volta de 1117-1231 foi mencionada pela primeira vez. Em 1283 o Conde Eberhard de Katzenelnbogen comprou o castelo.
Burg Katz localiza-se na cidade de Sankt Goarshausen, sobre o Reno.
Em posição dominante, foi erguido por volta de 1371, pelo conde Wilhelm II de Katzenelnbogen.
O castelo foi bombardeado em 1806 e reconstruído entre 1896 e 1898.
Atualmente é propriedade privada.
Marienberg
No ano 704, foi construída a “igreja de Maria” no cimo de um antigo abrigo celta. A igreja ficou rodeada pela primeira fortaleza no século XIII. Em maio de 1525, durante a “guerra dos camponeses”, 8.000 protestantes enlouquecidos que assediavam o castelo foram massacrados ou cegados pelo Bispo. Os nazis lembraram do fato para se afastar da Igreja Católica.
Em 1600, Julius Echter reconstruiu um palácio renascentista depredado pelo calvinista Gustavo II Adolfo da Suécia, na Guerra dos Trinta Anos. Após a Guerra foi erguida uma fortificação barroca ainda mais formidável.
Marienberg foi sede aos Príncipes-Bispos de Würzburg até ao início do século XVIII.
Hohenschwangau
Construído sobre os restos da fortaleza Schwanstein do século XII por obra de uma família de cavaleiros. No século XVI, a fortaleza mudou de mãos várias vezes até que caiu em ruínas no século XIX.
Em 1832, o Rei Maximiliano II da Baviera entusiasmado pela beleza da área, adquiriu a propriedade e iniciou a construção do atual palácio em estilo neogótico.
Hohenschwangau foi a residência oficial de veraneio e de caça dos Rei da Baviera. Em 1869, Luís II iniciou a construção de Neuschwanstein depositando uma pedra de Hohenschwangau.
Hoje, ele pertence a Franz, Duque da Baviera.
Ussé
Almodóvar del Rio
Na província de Córdoba, Andaluzia, no caminho medieval para Sevilha.
A primitiva ocupação do sítio remonta a um castro dos Iberos, posteriormente fortificado pelos romanos.
A estrutura atual remonta à ocupação muçulmana, quando integrava o Emirado de Córdoba. Na época da Reconquista cristã foi tomado por São Fernando III de Leão e Castela, em 1240.
Pertenceu à Ordem de Calatrava. Em 1629, Felipe IV vendeu-o a D. Francisco De Corral y Guzmán, cavaleiro da Ordem de Santiago.
Entre 1903 e 1911, o seu proprietário, conde de Torralva, iniciou vasta reconstrução. Sofreu danos na Guerra Civil Espanhola.
É propriedade privada aberto ao público.
Belmonte
No morro de San Cristóbal, na província de Cuenca.
Foi mandado construir pelo marquês de Vilhena em 1456. No século XIX, Eugenia de Montijo executou grande reforma.
No século XX, pertenceu às juventudes falangistas que fizeram instalações insensatas destruindo os telhados.
Hoje pertence à Casa Ducal de Peñaranda, descendentes da Duquesa de Alba e se encontra em fase de reabilitação.
Calatrava la Vieja
Na margem esquerda do rio Guadiana, Castilla-La Mancha, Espanha.
Erguido pelos muçulmanos, em plena Reconquista foi tomado por forças cristãs dos reis Afonso VIII de Castela, Pedro II de Aragão e Sancho VII de Navarra, no início do século XIII. O castelo foi doado à Ordem dos Templários.
Mais tarde foi guarnecido pelos cavaleiros da Ordem de Calatrava.