terça-feira, 25 de abril de 2017

Cristandade: onde a luz de Cristo inspira as obras dos homens

Montizón, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os aspectos dos castelos ressaltados pelo fotógrafo sublinham um reflexo de Deus brilhando em obras feitas por homens.

Neles aparece o espírito da Igreja Católica, pois foi a Igreja Católica que inspirou as almas que os criaram.

Há, portanto, uma justificativa religiosa para as sensações da ordem metafísica que esses castelos transmitem. Não se trata de meras sensações superficiais e passageiras.

terça-feira, 28 de março de 2017

Austeridade, luta e grandeza:
o apanágio de Ronneburg

Castelo de Ronneburg: visão de conjunto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No castelo Ronneburg não longe da fronteira com a Áustria, pude dar-me conta do que é um autêntico castelo medieval.

Diferentemente dos castelos renascentistas — Fontainebleau, Chenonceaux, mesmo Versailles e tantos outros — que à primeira vista nos encantam pela beleza, arte e bom gosto, o impacto produzido na sensibilidade por Ronneburg é de austeridade, luta, grandeza trágica e sublimidade.

Já a acolhida foi impactante. O fato de não haver turistas foi uma circunstância altamente favorável para podermos sentir mais autenticamente a alma do castelo.

Sim, Ronneburg tem alma, porque a alma da Idade Média ainda se faz presente ali.

Castelo de Ronneburg: visão interna do caminho de ronda
Castelo de Ronneburg: visão interna do caminho de ronda
Em Ronneburg percebem-se as características potentes do apogeu medieval (séc. XIII) como que latejando de vitalidade.

Os aspectos estuantes de energia, fortaleza e vida que se vislumbram nesse castelo, a seu modo um símbolo da Cristandade de outrora, produzem um frêmito de alegria e entusiasmo.

Ronneburg é uma portentosa amostra da luta contra os fatores adversos, que a civilização cristã teve que vencer e superar para realizar-se.

O castelo ainda evoca os combates contra as incursões inimigas, pobreza dos meios, dificuldade das construções e da sobrevivência numa natureza árdua; também a sublimidade das almas penetradas por uma fé que move as montanhas, com a inocência de uma criança e a determinação de um guerreiro.

As muralhas do castelo com suas seteiras dão testemunho da vigilância e da prontidão de espírito que era preciso ter para viver naquela época, a um tempo terrível e sublime.

Castelo de Ronneburg: cozinhas
Castelo de Ronneburg: cozinhas
A construção do castelo deu-se antes do ano 1231, numa colina escarpada, durante o reinado de Gerlach II, da dinastia dos Staufen.

É dessa época a “grande adega de vinhos”. A base da portentosa torre de pedra, com o calabouço, data da metade do século XIII.

Os habitantes das regiões circunvizinhas — Budingen, Selbold e Eckartshausen — tinham a seu cargo, cada uma, manter partes do castelo, mas possuíam também o direito de nele se refugiar, em caso de perigo.

Ao longo dos séculos Ronneburg passou por todo tipo de vicissitudes e transformações: foi sede de governo comunal, sofreu incêndios, teve partes demolidas e outras construídas, serviu como praça forte, como refúgio dos camponeses das redondezas durante ataques inimigos, e até como prisão de bandidos, guardando entretanto as marcas indeléveis de sua origem.

Um dos problemas que os construtores tiveram de enfrentar era o de abastecer de água o castelo. Para isso foi perfurado um poço, que até hoje lá se encontra, com cerca de 100 metros de profundidade, três vezes maior que a altura da torre.

Castelo de Ronneburg: sala de armas
Castelo de Ronneburg: sala de armas
O nível da água encontra-se a 12 metros no fundo do poço. Fizemos a experiência: da borda do poço, jogamos uma pedrinha e demorou um bom tempo para ouvirmos seu choque com a água. Lá está todo o aparelhamento de cordas, sarilho e balde adequados para retirar a água.

As dependências reservadas à família do castelão são naturalmente mais cuidadas, e já indicam sintomas da civilização requintada que então nascia. Mas a cozinha originária, com sua rusticidade e seu enorme pitoresco, ainda permanece.

As janelas gradeadas põem em evidência a preocupação com a defesa do castelo, tão necessária naqueles tempos de perigos e de lutas, de fé e de heroísmo.

A beleza que sobressai em Ronneburg não é a da arte, mas sim a das almas fortes e piedosas que produziram o apogeu da Idade Média, época que mereceu do Papa Leão XIII o magnífico elogio:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados, [...] a influência da sabedoria cristã e sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas a categorias e todas as relações da sociedade”.

(Autor: Gregorio Vivanco Lopes, em “Catolicismo”)



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terça-feira, 14 de março de 2017

O castelo de Chambord: harmonia misteriosa de força e delicadeza


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Que maravilhoso conglomerado de torres! Quanta força! Quanta solidez!

Mas, ao mesmo tempo, o seu conjunto produz uma sensação de harmonia e delicadeza.

Há uma nobreza nesses tetos azulados que descem tão harmonicamente até a parte de cantaria de pedra, assim como algo de vigoroso nessas rochas agarradas ao chão, que parecem dizer:

"Quem quiser me derrubar, se espatifa; quem quiser arrancar-me do solo tem que tirar o mundo dos seus próprios gonzos, porque eu sou uma torre do Castelo de Chambord e ninguém me tira daqui".

Que harmonia misteriosa nessa conexão entre a força e a delicadeza; entre o planejado do castelo e o espontâneo aparente da disposição das torres!

Como é belo ver qualidades antitéticas juntas.

Por que oferecem beleza especial as qualidades harmônicas opostas quando juntas?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O castelo de Saumur: fortíssimo e delicado,
tendendo para o Céu

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Este é o famoso castelo de Saumur.

Há no castelo duas partes diferentes: uma parte vai do chão até as primeiras janelas.

São torres fortes que agarram como garras. Essas torres suportam com decisão e para todo o sempre, uma massa enorme.

À medida que as torres vão subindo, vão se tornando mais leves. E no alto elas como que se dividem num mundo de agulhas, de flechas, que todas elas tendem para o Céu.

Todas elas ‒ aqui a reprodução não dá ‒ têm no alto figuras simbólicas: um galo, símbolo da França, símbolo da Igreja, ou uma flor-de-lis, grandes e douradas.