quarta-feira, 24 de março de 2021

Altaneiro, solitário, heroico: o castelo escocês

Castelo de Druart, Escócia
Castelo de Duart, Escócia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os castelos escoceses criam ambiente propício às novelas, as quais gostam de figurar fantasmas que aparecem na noite, no frio e na solidão de uma pétrea fortaleza semi-destruída.

Alguns castelos sugerem que outrora neles se deram fatos reprováveis, cujos maus efeitos ainda projetam eflúvios ruins e misteriosos no presente.

De fato, eventos ruins aconteceram na história do Reino da Escócia.

Outrora integramente católica, num triste momento a Escócia caiu sob a pata do protestantismo mais deprimente e radical: o presbiterianismo. 

quarta-feira, 10 de março de 2021

Fontainebleau: um anseio de alma em busca do Céu

Luis Dufaur
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A primeira impressão que a sala produz é de aturdimento, tal a pluralidade de cores e coisas belas.

O teto é de rara beleza, porque lembra a abóbada celeste. Não exibe nada de lambido dos edifícios modernos.

Chama a atenção como as pinturas da sala realçam as traves, tornando-as um elemento de decoração a mais.

Cores muito bem escolhidas: azul esverdeado claro, ouro velho, em arabescos muito elegantes que exploram o pontudo e o ovalado.

Os lustres são de conto de fadas.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Castelo de Xavier: onde se formou o heroico apóstolo do Oriente

O conquistador espiritual do Oriente se formou em austera e senhorial fortaleza
O conquistador espiritual do Oriente se formou em austera e senhorial fortaleza
Luis Dufaur
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Em Navarra, Espanha, cerca de 52 quilômetros a leste de Pamplona ergue-se o castelo de Xavier em uma elevação dominante sobre a vila.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Chenonceaux: o castelo cisne

Luis Dufaur
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A impressão que o castelo de Chenonceaux causa, à primeira vista, é de entusiasmo!

Qual é a razão pela qual ele produz esse sentimento?

Imaginemos que fosse um castelo construído em terra, e que, em vez de correr um rio debaixo dele, passasse uma estrada poeirenta comum, permitindo o trânsito de carroças, automóveis, etc., etc.

Não é verdade que o castelo perderia pelo menos cinqüenta por cento de seu encanto?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Tomar: reduto dos templários em desgraça (II)

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continuação do post anterior: Tomar: reduto dos templários em desgraça (I)

 

 Quando a injustiça se abateu sobre os templários, eles estavam também em Portugal desde os tempos de D. Afonso Henriques, e ali nenhuma suspeita pôde ser contra eles levantada.

Nem por isso estavam isentos de sofrer a mesma punição que tinha caído sobre eles na Europa.

Foi hábil a decisão do Rei D. Dinis de Portugal, de executar a ordem pontifícia de fechar a Ordem, mas não para apossar-se de seu patrimônio, e sim para doá-lo à Ordem Militar da Cavalaria de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou simplesmente Ordem de Cristo, que criou em 1318.

O Papa João XXII nomeou D. Gil Martins seu primeiro grão-mestre, que antes o fora dos cavaleiros de Aviz.

Quis El-Rei que a nova Ordem tivesse seu quartel-general em Castro Marim, para defender o Algarve das incursões dos mouros dos reinos do Marrocos e de Granada.

Em 1356, transferiu-se para Tomar, no Ribatejo. Ali existiam, desde 1160, o castelo e o convento dos templários, doados à Ordem de Cristo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Tomar: reduto dos templários em desgraça (I)

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A Cavalaria, que um autor francês chamou de “a mais bela aventura da História”, é fruto do amor de Deus numa época em que sociedades inteiras moviam-se em conformidade com os 10 Mandamentos e as leis da Igreja.

São Miguel Arcanjo, príncipe da milícia celeste, é o patrono da Cavalaria.

Enquanto instituição, ela nasceu das relações feudais, pelas quais os homens se apoiavam mutuamente para defender-se ante as freqüentes invasões bárbaras.

Essa confiança mútua baseava-se na noção de honra lastrada na caridade cristã.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Chambord: castelo que convida a louvar a Deus

Castelo de Chambord: o maior palácio do vale do rio Loire
Castelo de Chambord: o maior palácio do vale do rio Loire
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O castelo de Chambord é o maior palácio do vale do rio Loire.

De início foi apenas um pavilhão de caça para o rei Francisco I. Leonardo da Vinci teria sido responsável pelo desenho do atual castelo.

Entre 1725 e 1733, Stanislas Leszczynski, rei deposto da Polónia e sogro de Luis XV, viveu em Chambord.

Em 1745, Luis XV deu o palácio a Maurice de Saxe, Marechal da França em reconhecimento pelo seu valor no combate.

Em 1792, o governo revolucionário procedeu a um verdadeiro saque: ordenou a venda das mobílias; os painéis das paredes e mesmo os soalhos foram removidos e vendidos pelo peso da madeira, as portas apaineladas foram queimadas como lenha. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

CONCIERGERIE: a cela onde Maria Antonieta aguardou a execução

Conciergerie, Maria Antonieta na prisao
Maria Antonieta na sua cela. Imagem de cera.
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Os castelos medievais abrem horizontes de alma. Eles apontam para uma ordem de coisas que vai muito além do que nós vemos na vida diária.

Mas também neles aconteceram tragédias, e até algumas das maiores da História.

Uma delas deu-se na Conciergerie.

A Revolução Francesa transformou o palácio em prisão.

Conciergerie, guarda revolucionario
Guarda revolucionário do castelo-prisão. Imagem de cera.
Nela eram jogados os infelizes condenados a morrerem após um odioso juízo “revolucionário”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Jehay: joia esculpida pelo sonho de uma estirpe nobre

Castelo de Jehay, Bélgica, vista aérea
Castelo de Jehay, Bélgica, vista aérea
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Quando se fala de castelos pensa-se antes de tudo nos maiores, grandes, belos e famosos. Portanto, nos castelos reais. E com justiça.

Porém, ao lado dessas obras primas dos povos europeus católicos, convive uma miríade de outros castelos erigidos por famílias nobres nos tempos da Cristandade.

Muitos desses castelos menores ainda são mantidos, e com muito esforço, por essas famílias de antiga estirpe.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

ALMOUROL: história épica, mistério e lenda

Almourol: castelo de heroísmos e mistérios
Almourol: castelo de heroísmos e mistérios
Luis Dufaur
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O castelo de Almourol, no distrito de Santarém, em Portugal, foi erguido numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no curso médio do rio Tejo, à época da Reconquista.

Moedas romanas do século I a.C. e medalhas do período medieval desenterradas no local falam de sua história.

A partir do século III, o local foi ocupado por Alanos, Visigodos e pelos muçulmanos a partir do século VIII que o nomearam Al-morolan (pedra alta).

À época da Reconquista cristã Almourol foi tomado pela força em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185).

O soberano entregou-o aos cavaleiros da Ordem dos Templários, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa de Coimbra, então capital de Portugal.

Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido as suas atuais feições, características da arquitetura templária.

Planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas, dominadas por uma torre de menagem.

Uma placa epigráfica, colocada sobre o portão principal, dá conta de que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar, edificado por determinação de Gualdim Pais.

Almourol integrava a Linha do Tejo dos Templários e constitui um dos exemplos mais representativos da arquitetura militar da época.

Sobre a porta principal do castelo, uma inscrição datada de 1209 (1171), menciona Gualdim Pais e sua ação militar contra os muçulmanos no Egito e na Síria, bem como sua ascensão à chefia da Ordem do Templo em Portugal e a subsequente construção dos castelos de Pombal, Tomar, Zêzere, Cardiga e Almourol.

Almourol está intimamente ligado à história de Portugal,  dos Templários e do Brasil.
Almourol está intimamente ligado à história de Portugal,
dos Templários e também do Brasil.
O Almourol foi ponto nevrálgico da zona do Tejo, controlando o comércio entre a região e Lisboa.

E está intimamente ligado aos primórdios do reino de Portugal e a história dos Templários.

Isso nos leva a refletir sobre um aspecto presente em todos os castelos, porém muito palpável em Almourol: o mistério e a lenda.

A Ordem dos Templários foi extinta pelo papa Clemente V em 1311. O episódio gerou uma polêmica que ainda perdura.

O rei francês Felipe o Belo teria pesado inescrupulosamente nessa interdição e confiscado iniquamente seus bens.

Como a ordem do Papa não foi efetivada em Portugal, muitos cavaleiros templários refluíram para o reino luso, onde possuíam grandes castelos como o de Tomar. E também Almourol.

Por fim, o rei D. Dinis (1279-1325) transformou a Ordem do Templo em Ordem de Cristo, que herdou posses e privilégios dos templários.

Almourol passou então a integrar o patrimônio da Ordem de Cristo. Essa Ordem teve parte muito grande na expansão do império português, a ponto de as naus que descobriram o Brasil lhe pertencerem, ostentando a respectiva Cruz em suas velas e o novo país ser batizado Terra de Santa Cruz.

O terremoto de 1755 danificou a estrutura do castelo, que foi recuperada com modificações no século XIX. Nessa fase, a tendência era de valorizar as obras do passado à luz de uma visão ideal. E ali entra a questão do mistério e da lenda de Almourol.

Hoje o castelo se ergue numa ilha isolada, outrora de difícil acesso, destacando-se pela sua austeridade. Tudo nele parece pensado para suportar o assalto de atrevidas hordas maometanas.

Almourol: austeridade e combatividade
Almourol: austeridade e combatividade
Nada fala em acomodações nem em facilidade de vida. É o castelo ideal para guerreiros combatentes que transitam entre uma batalha e outra, numa vida de luta em favor da Cruz de Cristo.

Essa fortaleza rude e áspera está envolta no mistério. Falou-se, sem nunca se provar, que ali estaria escondido o “tesouro dos templários”.

A suposição tem muito de mítico, mas encarna a impressão geral de que a história dos templários não está concluída.

De alguma maneira, ela não terminou com a proibição real e papal.

Com efeito, como vimos, a Ordem de Cristo ainda descobriu o Brasil e, em certo sentido, ganhou mais territórios para a Igreja – incluído o maior país católico do mundo hoje em dia – do que transitoriamente os templários ganharam na Terra Santa.

Alguns falam de um “revide” templário que ainda viria.

Cabe neste caso deixar de lado as fantasias quixotescas ou as iniciativas ocas, não raras vezes intoxicadas pela literatura de botequim, ocultismo e maçonismo de baixo nível.

O enigma dos templários toma corpo a partir do momento em que um alto plano de Deus foi interrompido pelos homens, mas que ainda vai se realizar por vias que escapam ao raciocínio ou à intuição humana.

Almourol, nesse sentido, não fala apenas do passado, mas de um futuro que encerra muitos acontecimentos vindouros.

Como, aliás, também, não longe de Almourol, a Fátima das aparições.


Vídeos: castelo de lendas e batalhas CLIQUE NAS FOTOS







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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Trécesson: fascínio, fantasia, fantasmas, anjos e demônios


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As primeiras menções do castelo de Trécesson remontam ao século VIII enquanto residência dos senhores de Ploërmel e Campénéac, na região de Brocéliande, Morbihan, no ducado da Bretanha, França.

O atual palácio fortificado que conservou o espírito medieval, foi construído a inícios do século XV e é um dos mais impressionantes da Bretanha.

Os seus admiráveis muros avermelhados refletem-se nas águas do fosso que o rodeia na proximidade da floresta e do campo de Coëtquidan. É uma propriedade privada onde moram os donos.

Jean de Trécesson, Camareiro do duque João IV iniciou a construção do atual castelo que ficou com a família até 1773. Desde então passou por várias mãos e foi até esconderijo do deputado girondino Jacques-Joseph Defermon des Chapelières que fugia das vinganças do Terror jacobino na Revolução Francesa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Barco de Ávila: heroísmo, altivez e solenidade


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O castelo de El Barco de Ávila, ou Castelo de Valdecorneja, é um palácio fortificado na cidade de El Barco de Ávila, no centro da Espanha, dominando o rio Tormes, desde o ponto mais elevado do vale.

O primeiro castelo foi construído sobre um castro vetão – povo desaparecido – que por sua vez foi destruído pelos romanos.

O atual castelo foi edificado no século XII e reconstruído no século XIV.

Com uma superfície de 1.700 m2, a porta principal é gótica emoldurada. Das ameias e torreões domina-se todo o vale e as serras circundantes.

A arquitetura leva como que esculpida em sua rusticidade séculos de história, dramas e combates.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Le Lude: castelo de conto de fadas

Le Lude: castelo de conto de fadas
Le Lude: castelo de conto de fadas
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Há castelos que são próprios de um rei. Mas há outros, como o Lude, cuja beleza é como um sonho!

Podemos imaginar uma condessa, uma marquesa, vivendo neles como uma fada maravilhosa, admirável, benfeitora.

E, entretanto, a Civilização Cristã os trouxe para este vale de lágrimas para nos ensinarem a desejar o Céu.

O castelo de Le Lude, no vale do Loire, França, é um exemplo vivo disso.

No século X já existia no local uma fortaleza, assaz primitiva e rude, fundamentalmente militar. Foi o castellum Lusdi que pertencia aos duques de Anjou.

Na atual posição geográfica ele servia para defender a região de Anjou contra as incursões dos normandos.

Estes ferozes guerreiros bárbaros – vikings vindos do norte, por isso nord=norte mandos= de man homen – desciam pelos rios em seus navios (os drakar) pilhando, matando e incendiando os povoados que encontravam em seu caminho.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Hohenzollern e a apetência da Jerusalém celeste


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Por que medieval? Fortificações até mais poderosas foram construídas em muitos estilos, e até mais práticas e modernas. Palácios de governo também.

Entretanto há uma atração da beleza e uma aura de prestígio que só comunicam os prédios em estilo medieval como o castelo alemão de Hohenzollern.

No início do século XIX dele só ficavam as ruínas. Esses tocos de um castelo derruído empolgaram ao príncipe herdeiro e futuro rei da Prússia Frederico Guilherme IV.

Ele mandou refaze-lo, mas como foi dominante no século XIX apelou a um estilo arquetipizado, o neogótico, que sob muitos pontos de vista é mais maravilhoso e grandioso que seus equivalentes ou precedentes estritamente medievais.

Nasceu assim entre as cidades de Hechingen e Bisingen, no coração do Jura suábio, o atual castelo de Hohenzollern, um palácio fortificado destinado a ser residência real da Alemanha.

Em seus primórdios, pela primeira metade do século XI, os condes de Suábia erigiram um primer castelo sobre o “Monte do Povo” (Volksmund), um cume proeminente e isolado do monte Hohenzollern, a uma altitude de 855 metros, sobre Hechingen.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Neuschwanstein na Baviera oferece afago mas ameaça ao mal-intencionado

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O castelo espelha um aspecto altamente hierárquico da grandeza, que tem graus e que neles se desdobra, até tocar os homens menores.

Oferece como que um afago a quem nele quer entrar com boa intenção, e exprime uma ameaça para a pessoa que deseja entrar com má intenção.

Porque este castelo revela algo de fortaleza, e esta exprime algo de prisão.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Os jardins feéricos de Villandry ‒ 2

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O ‘jardim das cruzes’ representa os símbolos da Ordem de Malta, a cruz do Languedoc e a cruz do País Basco.

O ‘jardim da música’ simboliza uma caixa de música.

Os triângulos representam grandes liras, harpas e alaúdes. Entre os buxos cresce a lavanda, que lhes dá uma aparência espetacular.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Os jardins feéricos de Villandry ‒ 1


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Villandry foi o último castelo construído no Vale do Loire.

Em 1536, Jean le Breton, secretário de Estado do rei Francisco I, o construiu sobre uma antiga torre fortificada do século XII.

Villandry ficou conhecido no século XVI pelos seus jardins.

O Cardeal de Aragão, que o visitou em 1570, escreveu ao Papa “que tinha visto alfaces mais bonitos que em Roma”.

Em 1754, a propriedade dos sucessores de Le Breton passou para o Marquês de Castellane.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Ussé: sonho numa natureza requintada por nobres famílias

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O Castelo de Ussé (em francês, “Château d'Ussé”) é um palácio da famosa região do rio Loire situado na comuna de Rigny-Ussé, departamento de Indre-et-Loire, a sudoeste de Paris.

A primeira edificação no local remonta ao século XI, quando o senhor normando de Ussé, Gueldin de Saumur, fez construir uma fortificação.

Ele a rodeou com uma paliçada num terreno elevado na margem da floresta de Chinon com vista para o vale do Indre.

Ussé nasceu assim, como muitos outros castelos, como um refúgio fechado feito de troncos de árvore, com finalidade bélica, um pouco inspirado nos antigos castros das legiões romanas.

O lugar passou para a posse do Conde de Blois, que fez o primeiro edifício militar em pedra do local.